Banda Coxa Bamba animará chegada do Natal na Morada do Baís, na Capital

A segunda-feira (11) será de muita animação no Sesc Morada dos Baís, com um show excepcional para recepcionar a chegada do Natal, marcada pelo acender das luzes. A banda Coxa Bamba, com seu ritmo dançante de influências cubanas, é quem subirá ao palco, logo após a solenidade, que começa às 19h.

 

A banda também agrega ritmos da fronteira sul-mato-grossense com Bolívia e Paraguai, mesclando no repertório Salsa, Merengue e Bolero.

 

“O Sesc Morada dos Baís é cartão-postal da cidade e vai se vestir com o clima natalino. Convidamos a todos para que participem deste momento, tão esperado”, conclama a diretora regional do Sesc, Regina Ferro.

 

Esta ação, que já é tradição na Capital, ficará aberta a visitação até o dia 11 de janeiro.

 

O Sesc Morada dos Baís fica na Avenida Noroeste, 5140. Informações pelo telefone (67) 3311-4300. 

Cineclube Marginália exibe “Boi Neon” no Museu da Imagem e do Som

A última sessão de 2017 do projeto Clube do Cineclube é especial. O Museu da Imagem e do Som exibe no dia 13 (quarta-feira), às 19h, o filme “Boi Neon”, do diretor Gabriel Mascaro. Logo em seguida o Cineclube Marginália, que realiza a apresentação, promoverá um debate mediado pelo ativista cultural Patrik Adam. A entrada é gratuita e a classificação indicativa do filme é de 16 anos.

 

Selecionado para representar o Brasil no Prêmio Goya 2017 – o Oscar espanhol – e com quatro prêmios, incluindo melhor filme e melhor roteiro, na edição de 2015 do Festival do Rio, Boi Neon é, de acordo com o crítico Tiago Britto, mais uma bela produção nacional que reafirma a evolução cinematográfica e o quanto precisamos nos orgulhar das películas feitas em solo brasileiro.

 

“O filme de Gabriel Mascaro impressiona com um roteiro simples, mas ao mesmo tempo interessante, que coloca em jogo os estereótipos e os pré-julgamentos que a cultura social impõe e com personagens vislumbrando sonhos improváveis, faz, no mínimo, com que se pare para pensar”.

 

 

A trama segue os passos de trabalhadores que viajam pelo interior nordestino, realizando atividades nos bastidores das vaquejadas. Iremar, um vaqueiro do grupo, segue essa rotina, sendo responsável pela aparência dos animais antes de sua entrada na arena, porém, apesar disso, sonha em ser estilista e trabalhar com moda no Pólo de Confecções do Agreste.

 

O grupo ainda conta com Galega, a motorista do caminhão, que cria sua filha Cacá nessa rotina, mas a motiva a estudar e ser alguém diferente, algo que para ela ainda não é prioridade. Galega ainda faz ponta como dançarina em boates e usa as roupas desenhadas por Iremar.

 

A exibição de Boi Neon é gratuita e acontece dia 13 de dezembro (quarta), às 19 horas, no Museu da Imagem e do Som, que fica no 3º andar do Memorial da Cultura, na Avenida Fernando Correa da Costa, 559, Centro.

Mau tempo adia o acender das luzes de Natal do Sesc Morada dos Baís

Devido ao tempo chuvoso, o acender das luzes de Natal do Sesc Morada dos Baís, previsto para ontem (06/12) às 19h, foi adiado para o dia 11 (segunda-feira) no mesmo horário.

 

“O Sesc Morada dos Baís é cartão-postal da cidade e vai se vestir com o clima natalino. Convidamos a todos para que participem deste momento, tão esperado”, conclama a diretora regional do Sesc, Regina Ferro.

 

Esta ação, que já é tradição na Capital, ficará aberta a visitação até o dia 11 de janeiro.

Sesc Morada dos Baís traz novidades musicais, do samba ao jazz; confira

A semana cultural do Sesc Morada dos Baís promete empolgar os amantes da boa música, com ritmos variados e novidades, além do acender das luzes de Natal. Chegue cedo pois o espaço é limitado a um público de 350 pessoas.

 

As apresentações começam nesta quarta-feira (6) quem se apresenta é a banda Sarará Criolo, um encontro de músicos que vieram de diferentes regiões do Brasil, misturando aqui, o carioca, cuiabano e sul-mato-grossense. Com repertório eclético, tem foco no samba de raiz. O grupo é composto por: Jeferson Alexandre Souza dos Reis, (cavaquinho e voz), Carlos Fernando Antônio, (violão e voz), Evandro Cezar Souza de Oliveira, (pandeiro e voz), Antônio Valdo Francisco (tantan voz).

 

Quinta (7), tem Gabriel de Andrade Trio e convidados. Se apresentando pela primeira vez no Sesc Morada dos Baís com seu projeto solo, Gabriel é um dos principais guitarristas da cena local, especialmente no jazz e seu trabalho tem recebido elogios de músicos de destaque como Antonio Porto, Guilherme Rondon.

 

Sexta (8) é dia de apresentação de Gessy & Rhivo Trio. Inspirada nos clássicos do blues, surf music e rockabilly da década de 1950, a banda foi formada em abril deste ano, quando os amigos Marcelo Rezende, Rodrigo Gasparetto e Felipe Lira, decidiram trabalhar juntos em uma proposta de som retrô envolvendo os três ritmos. Os três músicos trazem na bagagem grande experiência em outras bandas e atividades no cenário musical de Mato Grosso do Sul. Para completar a nova proposta, a cantora Gessica Fernanda e sua voz melodiosa foi convidada a assumir os vocais.

Encerrando a semana musical, no sábado (9), mais uma novidade, a Orquestra Vai Quem Vem apresenta o show “A Rua é do Povo”. Banda do bloco de carnaval Vai Quem Vem faz seu primeiro show em contagem regressiva para o carnaval 2018, levando, além marchinhas de carnaval, maracatu, carimbo e clássicos em arranjos modernos, surpreendentes e inovadores a partir da obra de Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Lamartine Babo e Chico Science. Também leva composições de seus próprios componentes, como é o caso da música “Porrada” de Vinil Moraes e Vitor Maia – ambos fundadores da Vai Quem Vem, amplamente executada e regravada por diversos artistas de renome regional.

 

 

O Sesc Morada dos Baís fica na Avenida Noroeste, 5140. Informações pelo telefone (67) 3311-4300. O espaço bistrô é aberto às 18h30min e as apresentações musicais começam às 20h. 

Cine Sesc exibe longa premiado e filme sobre relatos em corridas de táxi

A valorização da beleza, força e leveza da palavra cinematográfica é o mote da seleção do Cine Sesc para este mês de dezembro, levando ao público títulos premiados com abordagens sensíveis.

 

No Sesc Morada dos Baís, a sessão de terça-feira, 05, às 19 horas, exibirá o vencedor da Palma de Ouro e de vários outros prêmios internacionais “Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach.

 

O longa que “desbancou” o brasileiro “Aquarius”, de Kléber Mendonça, mostra o drama de Daniel Blake (Dave Johns), um viúvo de 59 anos, com indicação médica para deixar de trabalhar após ser diagnosticado com um grave problema de coração. Quando tenta receber os benefícios do Estado que lhe concedam uma forma de subsistência, vê-se enredado numa burocracia injusta e constrangedora.

 

Apesar do esforço em encontrar um modo de provar a sua incapacidade, parece que ninguém está interessado em admiti-la. Durante uma espera numa repartição da Segurança Social conhece Katie (Hayley Squires), uma mãe solteira de duas crianças a precisar de ajuda urgente, que se mudou recentemente para Newcastle (Inglaterra). Daniel e Katie, dois estranhos cujas voltas da vida os deixaram sem forma de sustento, vêem-se assim obrigados a aceitar ajuda do banco alimentar. E é no meio do desespero que se tornam a única esperança um do outro.

 

No Sesc Corumbá, o Cine Sesc tem duas sessões do filme iraniano “Táxi Teerã” (foto), dirigido por Jafar Panahi. Na quinta-feira, 07, às 19h30min e no sábado, 09, às 15h. Neste falso documentário, o diretor Jafar Panahi instala câmeras dentro de um táxi e começa a dirigir pelas ruas de Teerã pegando clientes e conversando com eles ao longo dos trajetos. Entre os assuntos, humor e drama se misturam nas discussões sobre a política nacional, os costumes locais e a liberdade de expressão no cinema.

Bacharéis em Artes Visuais da UFMS fazem exposição no Centro Cultural

O Centro Cultural José Octávio Guizzo da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul recebe a partir do dia 7 de dezembro (quinta-feira) as peças da exposição “Das Necessidades Existenciais”, dos bacharéis em Artes Visuais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O vernissage acontece às 19 horas, na Galeria Wega Nery e na sala Ignês Corrêa da Costa.

 

“Das necessidades existenciais” foi o nome escolhido pelos estudantes de Artes Visuais (bacharelado) que concluem o curso em 2017 para a mostra, um recorte dos trabalhos finais realizados por eles. Essa escolha remete ao pensamento de Fayga Ostrower: “O homem cria, não apenas porque quer, ou porque gosta, e sim porque precisa; ele só pode crescer enquanto ser humano, coerentemente, ordenando, dando forma, criando”.

 

O pensamento serviu como base para que a acadêmica Fernanda Moussalem, ao refletir sobre ele, sugerisse o título da exposição: “Daí eu pensei que se o homem cria por necessidade, isso pode significar que nós artistas criamos porque isso é uma necessidade que temos enquanto seres humanos, o que não só evolui nossa condição de “existir” como também nossas capacidades intelectuais para crescermos enquanto seres pensantes”.

 

 

“Ao abraçarem o nome sugerido, os 14 novos artistas que participam da exposição reafirmam a urgência de se fazer, pensar e refletir sobre Arte, e colocam-na não no patamar das coisas supérfluas e dispensáveis, mas como uma necessidade que nos torna mais gente. Em tempos de intolerância e discussões rasas que chegam a duvidar da importância do artista como agente social ativo e questionador, tal posicionamento, reafirmando a importância da Arte, é uma esperança de continuidade e resistência do fazer artístico em Mato Grosso do Sul, através das proposições que marcam o encerramento desse ciclo de estudo e o início de percursos profissionais”, explica a professora do curso Priscilla Pessoa.

 

“Durante o último ano do curso todos se dedicaram intensamente (junto com seus orientadores) ao processo criativo de seus trabalhos finais e cada um dos projetos que encerram a graduação desses novos artistas resulta de um percurso de escolhas que passa por mudanças seguidas e surge não só do fazer prático, mas de um longo tempo de observação do mundo, pesquisas, experimentações e construção poética”, esclarece Priscilla.

 

 

A mostra apresenta uma diversidade de assuntos e escolhas poéticas e levará ao público um pouco dessa produção através das esculturas, desenhos, pinturas, gravuras e instalações de Amanda Mamede, Daniel Cota, Fernanda Moussalem, Jeanne Amaral, Joanita Cezar, Kahena Loureiro, Karen Belmont, Lucia Ribeiro, Luis Salgado, Márcia Albuquerque, Maria Carolina Rodrigues, Patrick Oliver, Suzuko Yamazaki e Vinícius Brandão.

 

A exposição estará aberta à visitação de terça a domingo até o dia 31 de janeiro. Mais informações podem ser obtidas no Centro Cultural José Octávio Guizzo, na Rua 26 de Agosto, 453, entre a Calógeras e a 14 de Julho ou pelo telefone 3317-1795.

Cidade de Bodoquena recebe a sétima arte com o projeto Rota Cine MS

O governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), leva de 04 a 08 de dezembro o projeto Rota CineMS para Bodoquena. Há dez anos esta iniciativa percorre as cidades do interior do Estado apresentando e difundindo, em formato de arte-educação, a produção audiovisual de Mato Grosso do Sul e do Brasil, democratizando o acesso à experiência audiovisual. O Rota CineMS é realizado pela Gerência de Difusão Cultural (FCMS) em parceria com o Museu de Imagem e Som de MS (MIS) e conta com apoio da Prefeitura Municipal de Bodoquena.

 

Além da exibição de filmes, também será realizada a Oficina de Audiovisual, com os alunos da rede pública de ensino e adultos interessados em desenvolver seus conhecimentos da sétima arte.

 

A oficina irá acontecer na Secretaria de Turismo, Cultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico no Auditório Mario Brother e abordará as fases e as sequências de uma produção cinematográfica, o processo de criação coletiva, além de propor exercícios de ideias e criatividade e apresentar as diferentes linguagens e técnicas do audiovisual.

 

Para a coordenadora do Núcleo de Audiovisual da Gerência de Difusão Cultural, Lidiane Lima, o projeto contempla elementos que complementam a educação formal, “pois permite que os alunos façam uma reflexão sobre sua própria realidade e aprendam a utilizar a arte do audiovisual para se expressar, formar um senso crítico e até mesmo se motivar em colaborar com a memória local”, enfatiza Lima.

 

Rota CineMS

 

O projeto “Rota CineMS” é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, que desde 2007, leva ao interior obras audiovisuais de artistas locais e do resto do Brasil com objetivo de promover exibições e discussões dentro do universo da identidade cultural brasileira. Caminhando sempre para o processo de formação de plateia crítica e da difusão da produção nacional. Mais informações: 67 3268-1374

 

Cinco mostras compõem última Temporada de Exposições no MARCO

O Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul, abre a sua quarta e última Temporada de Exposições desse ano. São cinco mostras de artistas com as mais variadas técnicas e com abordagem de diferentes temas. Estarão expostas, Vacuidade – fotografias da artista Adriana Amaral (SP) “A reta é uma curva que não sonha” – esculturas de James Cáceres (MS), Atualidades com assemblagens do artista Romário Batista (ES), FragmentAção, pinturas da artista Tatiana Cipoli (SP) e a Coleção particular de Herbert Covre – gravuras do artista lituano Lasar Segall. A abertura da temporada acontece no dia 06/12 às 19h30min.

 

Em “Vacuidade”, a artista Adriana Amaral convida a refletir sobre a forma de se pensar. Para um ocidental, distante da tradição budista, o sentido da palavra vacuidade é incompreensível e isso pela simples razão de se viver sob uma lógica que impele a jamais parar de se gerar pensamentos. A todo instante se elabora um encadeamento de ideias, de sentimentos, de imagens mentais que impedem de sequer admitir a possibilidade do cérebro parar de pensar nem que seja por um brevíssimo lapso de tempo.

 

Compreender o sentido do estado de vacuidade requereria ao menos uma disposição para perceber o funcionamento de nosso corpo, acalma-lo, senti-lo. O trabalho de Adriana Amaral coloca-se diante de outro modo de percepção das coisas, a partir de um estado de suspensão em que nada se apresenta como tangível. O silêncio que atravessa as imagens parece dizer respeito a um tempo que nunca mais poderá repetir-se existencialmente a não ser por meio de fotografias.

 

Adriana Amaral – Vacuidade/Acervo

 

“A reta é uma curva que não sonha”, são esculturas do artista campo-grandense James Cáceres.  O artista cujas vivências foram impregnadas pelos encantamentos da fauna do Cerrado e do Pantanal foram ambientes onde encontrou inspiração para criar sua poética própria.
Seu desejo em ver preservados os animais que lá vivem, fizeram com que buscasse uma linguagem que pudesse incorporar a alma dessa fauna, dando-lhes um corpo forte, rígido e inatingível, mas com a suavidade e a leveza de suas almas, livres em seu habitat coletivo.
Então, ele ousou tecer com arame de aço emaranhados que aos poucos foram se transformando em representações de seus animais, puros e encantadores.
A maestria do artista que sabe aonde cada fio conduzirá àqueles que veem sua obra, os coloca em contato com a alma dos animais, protegida pelo emaranhado de fios de aço, que sem requerer detalhes, aproximam da pureza de suas formas.

 

James Cáceres faz uma homenagem ao centenário do grande Poeta Manoel de Barros ao utilizar como tema de sua exposição um verso do poeta. Sua arte coloca em contato com a essência dos animais que ele representa, e faz refletir sobre a necessidade do convívio harmonioso do homem com a natureza e os animais.

James Cáceres-“A reta é uma curva que não sonha”/Acervo

 

 

Já em “Atualidades” assemblagens do artista Romário Batista (ES), por meio da exposição busca conscientizar a população acerca do consumo. A partir da coleta e recuperação de materiais e objetos é ativada a prática criativa do artista. Nascido na Bahia e residente de Vila Velha, Espírito Santo desde 2009, o artista circula por múltiplas linguagens como desenho, pintura e escultura e apresenta a série de trabalhos em que relaciona reuso e consumo inserindo sua obra num contexto urbano.

Em sua produção atual está atendendo a agenda criada em torno do resgate de resíduos e de acontecimentos. O pensamento sobre a dinâmica da sociedade atual é a ferramenta motriz constituinte para a materialização de seu fazer artístico.

 

Romário Batista “Atualidades”/Acervo

 

Envolvido em uma sensação de nostalgia e urgência, ressignificou os limites dos “cinco erres” da educação ambiental – repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar estórias infantis do patrimônio imaterial brasileiro e agora apresenta no Museu de Arte Contemporânea de MS (Marco) trabalhos que exprimem a ideia “Atualidades” por meio da obra e visão do artista.
As pinturas da artista paulistana Tatiana Cipoli tem como tema “FragmentAção” e apresenta três séries de trabalhos executadas em técnica mista, onde a tela é trabalhada além da pintura ou desenho (ou mesmo na ausência dela) através de um processo que envolve a “criação-destruição-reconstrução” da imagem, onde a liberdade da criação, o desapego da destruição e as muitas possibilidades oferecidas pelos fragmentos na reconstrução fazem do processo uma constante transformação.

 

Três séries de trabalho fazem parte da exposição. São elas: “Conflitos” e “Frente-Verso” que tratam de dualidades, de elementos que contém em si dois princípios, duas naturezas, podendo ser elas comportamentais ou plásticas e “Identidade” que aborda a formação e transformação do indivíduo.

 

As obras que integram a série “Conflitos” tratam de relações conflituosas e preconceito, onde cada obra é representada pelo retrato de uma das extremidades de uma relação. A série é composta por três conjuntos de obras e tratam de questões sociais, sexistas e raciais. “Frente-Verso” é formada por dois conjuntos de obras, e procura trabalhar as duas faces de uma mesma imagem a fim de criar uma nova imagem. Em “Identidade” um único ser é representado em diversas etapas de sua vida, de forma repetida e multiplicada – a formação dos vários “eu(s)”. O ser formado de fragmentos onde as experiências passadas, as reflexões do presente e os anseios futuros se misturam e se transformam a cada instante caminhando para abstração.

 

Tatiana Cipoli “FragmentAção”/Acervo

 

Já Coleção particular de Herbert Covre agrupa gravuras do artista lituano Lasar Segall. O artista nasceu em Vilna, capital da Lituânia, em 1891. Em 1906, aos quinze anos de idade, vai para a Alemanha, onde inicia sua formação artística nas Academias de Belas Artes de Berlim e Dresden, cidade para a qual se transfere em 1910. Em 1913 vem ao Brasil por oito meses, expondo nas cidades de São Paulo e Campinas. Inicialmente influenciado pelo impressionismo social de Max Liebermann, principal expoente da Secessão Berlinense, que retratava interiores pobres e acanhados, Segall aproxima-se a seguir do grupo de artistas expressionistas, com os quais se identifica na busca por uma expressão “interiormente verdadeira”, segundo suas palavras.

 

É um dos fundadores da Secessão de Dresden – Grupo 1919, formada por jovens artistas com propósitos revolucionários, entre os quais Otto Dix, Otto Schubert e Will Heckrott, que promovem exposições e publicações. Sua produção desse período – desenhos, gravuras, pinturas sobre papel e pinturas a óleo sobre tela – sublinha a presença de uma forte personalidade eslava em meio aos expressionistas alemães. Em 1923, durante a crise econômica, política e de valores que atinge a Alemanha derrotada na Primeira Guerra Mundial, o artista emigra para o Brasil.

 

Aqui, sua pintura se transforma, sob o impacto da luz tropical, da exuberância da vegetação e dos tipos humanos, principalmente negros, habitantes do campo e das favelas. Volta à Europa em 1928, vivendo em Paris até 1932, período em que começa a esculpir. Ele produz no Brasil uma obra vibrante e sensual, de larga e profunda influência no meio artístico brasileiro. Lasar Segall falece em São Paulo, em 1957, em sua residência, atualmente sede do Museu Lasar Segall.

 

Lasar Segall “Coleção particular de Herbert Covre”/Acervo

 

A Quarta Temporada de Exposições terá abertura dia 06/12 às 19h30 no Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul (MARCO) e ficará aberta ao público até 25/02/2018. É aberto à visitação de terça a sexta, das 7h30 às 17h30. Sábado, domingo e feriado das 14h às 18h. Sempre com entrada franca.

 

Para mais informações e agendamento com escolas para a realização de visitas mediadas com as arte educadoras do Programa Educativo, basta ligar no telefone (67) 3326-7449. O Museu de Arte Contemporânea fica na Rua Antônio Maria Coelho, nº 6000, no Parque das Nações Indígenas. Visite o nosso site www.marcovirtual.wordpress.com, a nossa página no Facebook ou envie e-mail: marco@fcms.ms.gov.br.

 

Samba em dose dupla em semana de comemoração na Morada do Baís

A semana musical do Sesc Morada dos Baís começa e termina com samba. A primeira apresentação, no dia 29 de novembro, quarta-feira, é do Quarteto Samba Choro. Chegue cedo pois o espaço é limitado a um público de 350 pessoas.

 

“O Sesc Morada dos Baís é um projeto muito bem organizado, de excelência. Tanto a sonorização quando o espaço é ótimo e tudo colabora para que este projeto seja um sucesso”, diz o vocalista Atilla Gomes. O quarteto também conta com Paulinho Brasilidade, nas percussões, Adriano Praça, a flauta e saxofone e Mestre Jackson, no violão.

 

Dia 30, quinta, tem Forró 2 por 2. Como já se conheciam através da cena musical de Campo Grande os músicos, Nando Mantoni junto com Ronaldo Raimundo e Enrique Nunes, resolveram lançar o projeto. Com início em 2017 a banda Forró 2 por 2 vem desenvolvendo um projeto de músicas nordestinas e forró, com o intuito de divulgar e levar essa linda cultura por todo o país.

 

Sexta-feira, 01, sobe ao palco Ju Souc Trio, com Márcio Alves na percussão e Renan Nonato no acordeon e voz. O repertório varia entre músicas autorais do primeiro disco, músicas novas e releituras de artistas consagrados.

 

Cantora, compositora e multi-instrumentista, Ju é revelação da música de mato grosso do sul. Emplacou o hit “O Acaso” no primeiro disco lançado em 2014. Recentemente gravou a música quanto vale em uma versão que conecta Campo Grande/MS e Salvador/Bahia em parceria inusitada com o músico e produtor Jaguar Andrade, atual guitarrista de Carlinhos Brown.

 

Encerrando a semana musical o grupo Sampri (foto) comanda no sábado, 02, o show especial em comemoração Dia Internacional do Samba. “Participar de um evento em um espaço cultural como o Sesc Morada dos Baís, ponto turístico da cidade e emblemático é uma grande satisfação, sobretudo por poder receber o público de todas as idades e seleto que gosta de samba e poder explorar o repertório”, diz Luciana, que é vocalista.