MIS promove Mostra de Cinema Brasileiro Contemporâneo Online, em parceria com UFMS

Será retomada no próximo dia 24 em formato online a Mostra de Cinema Brasileiro Contemporâneo, projeto realizado em parceria entre o Museu da Imagem e Som (MIS), da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e o Curso de Audiovisual da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Aberto gratuitamente ao público em geral, em especial aos que frequentavam o MIS e os acadêmicos do curso da UFMS, a ideia é que os interessados possam acessar no modo online em uma plataforma somente para os participantes.

 

Apesar de programado nos moldes do Cine Café, realizado pela Fundação de Cultura no ano passado, com exibição gratuita de filmes seguidos de debates, esse novo projeto teve de se adequar à situação de pandemia por meio das mídias sociais. Os interessados deverão preencher um formulário disponibilizado nas redes sociais da Fundação de Cultura. Esses dados serão encaminhados para um grupo de WhatsApp onde o link para o filme será disponibilizado 24 horas antes do debate que também será acessado de forma online. “A ideia é que as pessoas recebam o link através de WhatsApp, assistam ao filme e, no horário das 19 horas, a gente faça uma conversa mediada pelo Júlio [Bezerra] e pelo Vitor [Zan] sobre esse cinema ”, esclarece Marinete Pinheiro, coordenadora do MIS.

 

Segundo Marinete Pinheiro, uma primeira sessão já ocorreu em meados de março, mas o projeto teve de ser interrompido devido ao avanço do novo corona vírus. “A gente tinha um calendário com os filmes já selecionados e a gente teve que interromper. E, agora, recente eles me procuraram pra que a gente fizesse uma continuidade desse cinema de forma online”.

 

O debate será mediado pelos professores Julio Bezerra e Vitor Zan do curso de Audiovisual da UFMS e na primeira sessão já contará com a participação dos diretores do filme Guto Parente e Pedro Diógenes. A ideia é que sempre haja uma participação. “Estamos convidando os diretores ou membros das equipes para participarem da discussão. A nossa primeira sessão será agora dia 23”, explica Bezerra, que também é um dos organizadores da mostra que poderá ocorrer toda quarta-feira, uma vez por mês.

 

Fiel à sua missão de preservar e educar para o futuro, o MIS segue oferecendo à comunidade uma programação diversificada que compreende palestras, oficinas, cursos, seminários, mostras de cinema e exposições. “O MIS é uma unidade da FCMS que tem um papel importante na difusão e formação a partir do cinema, então contribuímos e colaboramos para que ações como essa sejam efetivadas e alcance o maior público possível. ”, destaca Pinheiro, revelando a importância do Museu da Imagem e Som na integração entre cinema e a sociedade nesta nova parceria.

 

Com um ano de existência, o curso de audiovisual da UFMS tem investido em projetos de extensão, como o Cineclube, no sentido de beneficiar a formação cinematográfica dos acadêmicos e despertar o interesse de pessoas de fora para o curso. Nas palavras de Bezerra, a parceria com o MIS do Ciclo de Cinema Brasileiro Contemporâneo se iniciou a partir de um incômodo. “Os nossos alunos não têm contato com o que de melhor o nosso cinema tem feito hoje. Os filmes não chegam por aqui. E, na minha opinião, é da maior importância que eles tenham esse acesso ao que é contemporâneo a eles”, explica o professor.

 

Para Marinete, a Mostra de Cinema Brasileiro Contemporâneo Online é um ponto positivo que permitirá uma formação de público local para o cinema nacional. “Acessar o cinema que está sendo produzido no Brasil, no momento, é uma necessidade para a construção fílmica local e um processo fundamental para os estudantes, por isso a proposição por parte dos professores do Curso de Audiovisual da UFMS”.

 

Segundo Bezerra, o projeto promove e incentiva o debate sobre os filmes do cinema nacional que vive um momento particularmente rico. A representatividade e a emersão de produções de fora do eixo Rio-São Paulo, resultam numa variedade de proposições estéticas e linguagem que, apesar disso, não chegam ao Estado. “São raros aqueles que ganham o mercado exibidor de MS, portanto, iniciativas como esta são oportunidades importantes para os cinéfilos de maneira geral”, concluí.

 

Zan destaca que na última década houve uma descentralização do eixo Rio-São Paulo que monopolizava a produção cinematográfica para um sistema poli nuclear, resultando em maior diversidade representativa do cinema brasileiro. Essa mudança teria permitido o surgimento de novos centros de criação cinematográfica no país em Belo Horizonte (MG), Brasília e Fortaleza (CE), por exemplo. “Nos últimos doze anos a gente tem uma produção do cinema brasileiro muito instigante, muito cheia de revelações dos novos talentos mesmos, novas perspectivas artísticas, e tudo mais. ”, afirma o professor.

 

Pensando neste panorama, a mostra pretende trazer os filmes que apresentam maior inventividade e propostas estéticas que tiveram um certo impacto na classe cinematográfica, na crítica em festivais, mas que também sejam atrativos para o público. “A gente não negligencia esse lado da dimensão pessoal, mesmo, de um espectador e tentando apontar para uma direção de qualidade de gênero, enfim, pensando até nossas escolhas nesses termos”, conclui, Zan.

 

A intenção é propor uma análise técnica das obras dentro de uma linguagem acessível para a sociedade, por isso os professores consideram o debate um desafio necessário. Para Zan, uma das estratégias para deixar o debate mais acessível e democrático é a presença de convidados fora do meio acadêmico. “Os diretores do filme, por exemplo, eles não são acadêmicos, eles não correm esse risco do academicismo”, afirma.

 

Acadêmica de pós em gestão de projetos culturais pela USP, Alyadna Freitas considera a iniciativa enriquecedora para a formação de um público crítico do cinema brasileiro. “Acho incrível esse tipo de evento para os estudantes de audiovisual. É muito importante compreender as obras que assistimos e esses eventos e debates são bem positivos para a construção do pensamento crítico necessário para se analisar uma obra audiovisual e para o contato com gêneros diferentes. ”, defende.

 

Para Zan, o debate acerca das obras cinematográficas da mostra são uma maneira de inserir o público sul-mato-grossense no processo nacional de produção de cinema contemporâneo por meio da análise da interpretação, da montagem, da iluminação, do figurino e da curva dramática do filme. “Eu acredito que seja situar o público daqui e permitir que ele consiga vislumbrar uma constelação do cinema brasileiro dos últimos anos, então para isso a gente também tem o esforço de mergulhar na especificidade da obra e também situar ela num conjunto”, afirma.

 

Na estreia será exibido Inferninho (2019), de Pedro Diógenes e Guto Parente, que une as linguagens do Teatro e do Cinema. O filme traz a história de Deusimar, a dona do Inferninho, um bar que é mais um refúgio, um lugar onde os personagens podem ser eles mesmos. Deusimar, entretanto, quer ir embora para um lugar distante. Jarbas, um marinheiro que acaba de chegar, deseja ficar. Um amor começa a nascer entre os dois capaz de mudar tudo.

 

Segundo Zan, a escolha do filme tem a ver com seus traços representativos de um fenômeno mais amplo do sistema brasileiro de produção cinematográfica. Neste cenário, Inferninho aparece como uma produção que dialoga com o brega, e vai buscar justamente nas cores exacerbadas, grandes saturações que conversam com uma tradição do cinema homossexual, dando margem ao amplo debate programado para essa quarta-feira, 23, à partir das 19 horas com a presença do professor de audiovisual da UFMS, Júlio Bezerra e os diretores do filme, Guto Parente e Pedro Diógenes.

UFMS: Projeto Negritude em Debate realiza mostra fotográfica “Beleza Negra Resiste”

Visibilizar a beleza, a cultura e a ancestralidade negra existentes no Mato Grosso do Sul, historicamente apagados e fora dos padrões estéticos eurocêntricos é a proposta do Projeto Negritude em Debate, que este ano realiza a Mostra Fotográfica “Beleza Negra Resiste”, ação interinstitucional da UFMS, Campus de Aquidauana.

 

Para participar da Mostra, é preciso enviar até 15 de outubro uma fotografia de uma pessoa negra (tema livre, em cores ou preto e branco), anexando a autorização do uso de imagem, para o e-mail negritudeemdebate@gmail.com

 

“Ao idealizarmos o projeto, idealizamos a presença dos corpos negros em todos os cantos desse país, desse estado, idealizamos levar crianças e jovens a entenderem que o racismo estrutural existe sim aqui e precisa ser combatido. Visibilizar corpos de pretas e pretos fora do padrão europeu, permite mostrar a ancestralidade afro-brasileira, que levará crianças, jovens e professores minimamente a questionarem o racismo e, assim, sementes antirracistas serão plantadas”, diz a coordenadora do projeto, professora Ana Paula Batarce (Cpaq).

 

Discutir a problemática étnico-racial nas escolas é fundamental para contribuir com a ruptura do racismo estrutural, segundo a professora, por isso, o projeto “oportunizará, assim, as discussões étnico-raciais capazes de qualificar e encorajar o professorado a trabalhar com a problemática da população negra, em sala de aula, na tentativa de diminuir o arranjo da desigualdade existente no país”, completa.

 

Nessa mostra serão selecionadas fotografias que farão parte de um livro destinado a algumas escolas públicas com objetivo de contribuir no debate da Lei 10.639/2003, que determina o ensino de História e Cultura Afro-brasileira nas escolas.

 

“Essa é uma oportunidade para professores, crianças e adolescentes pensarem que o problema do racismo estrutural no nosso país não é um problema do provo preto, mas é um problema do povo branco. A partir do momento que promovermos essa reflexão, quem sabe consigamos ter algum tipo de mudança com relação ao racismo”, afirma Ana Paula.

 

O projeto tem a parceria do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi), do Instituto Federal, Campus Campo Grande.

 

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail negritudeemdebate@gmail.com e o projeto pode ser acompanhado pelo Facebook @negritudeemdebatems e no Instagram @negritudeemdebatems.

Em parceria com universidade, alunos da Joaquim Murtinho mostram arte pela fotografia

Projetos que antes eram de sala de aula agora estão no mundo virtual. Exemplo desta prática é dos alunos da Escola Estadual Joaquim Murtinho, em Campo Grande, onde os jovens do ensino médio utilizam a fotografia, tirada do celular, como ferramenta de preservação do meio ambiente.

 

Adaptado para a nova realidade, o “Click Verde” surgiu em 2013 no curso de Publicidade e Propaganda da UCDB.  “Com objetivo de levar educação ambiental para alunos de escolas públicas, orientando sobre o papel de cada um deles na sociedade”, revela o professor Gabriel Ferracioli.

 

Mesmo depois de modificações por causa da pandemia, o projeto continua atraindo os estudantes. “Ter participado do curso foi uma realização pessoal. Aprendi muitas técnicas (de fotografia). Foi um crescimento pessoal”, diz Sthefany Lima, de 18 anos.

 

“A oficina mostra a educação ambiental através da fotografia e como ela pode impactar a vida das pessoas”, completou  Jhonatan Norberto, de 17 anos, estudante do terceiro ano. “É bom saber que o projeto continuou de forma online nos incentivando a continuar nas aulas”, falou.

 

O professor Cesar Floriano criou e colocou em prática da disciplina o Projeto de Vida e Pós-Médio (Foto: Sthefany Lima)

 

E manter os estudantes atentos às atividades nesse novo formato de ensino é um desafio que tem sido vencido com criatividade e união de toda a coordenação da escola estadual, avalia o professor Cesar Floriano, da disciplina de Projeto de Vida e Pós-Médio.

 

Fotografia Mariana Claro Piccini

“Estamos vivendo um momento de transformação e nós precisamos nos reinventar em parcerias que fortalecem o processo da educação”, afirmou. “É gratificante ver alunos participando da oficina no contraturno, de forma remota, e por iniciativa própria”, destacou.

 

Como a ideia do projeto é mostrar que “para trabalhar com fotografia não precisa de equipamento de última geração, mas sim de um bom olhar, curiosidade e interesse pelo ambiente”, nas palavras do professor Gabriel, o curso já tem despertado interesses profissionais nos jovens.

 

Um deles é o Jhonatan, que já tinha aptidão para a fotografia, se interessou mais pela atividade e já consegue ver um futuro profissional nessa área. “O Clik Verde aumentou minha vontade. Eu já tinha ideias de ser fotógrafo ou trabalhar com fotos e agora quero mais”, falou.

Para quem quer apreciar e prestigiar a exposição, entre aqui

Mato Grosso do Sul: Nesta pandemia, grupos de teatro recorrem às redes sociais e Lei Aldir Blanc

Abaladas pelas restrições impostas pelo avanço do novo coronavírus, as companhias de Teatro — com atividade essencialmente presencial, tiveram de lidar com um cenário de caos e indecisão. Enquanto alguns grupos aguardam a implementação da Lei Aldir Blanc, outros recorrem a campanhas de doações, vaquinhas e redes sociais na tentativa de sobreviverem e, também, de levarem a arte para o seu público.

 

Utilizadas, inicialmente, com o objetivo de divulgar e registrar seus trabalhos, as mídias sociais das companhias de teatro têm sido uma ferramenta de sobrevivência e solidariedade nesse período. “Estamos utilizando [as redes sociais] com ações emergenciais como campanha de vaquinha e bazar para pagarmos o aluguel e a manutenção do espaço”, afirma o artista cênico Leonardo de Castro, do grupo Circo do Mato, que recentemente lançou, em sua página, a ação “Precisamos do Nosso Respeitável Público”.

 

Outra companhia que lançou mão das redes foi o tradicional Teatral Grupo de Risco que este ano completa 35 anos. “As rifas e vaquinhas virtuais que criamos tiveram como objetivo principal a manutenção do espaço”, conta o ator Yago Garcia, revelando o viés solidário entre as companhias: “O TGR não fugiu da luta! Cooperamos como podemos, emprestamos nosso espaço para armazenamento e distribuição de cestas para artistas”, explica Yago.

 

Outros grupos encontraram nessas ferramentas novas formas de trabalho, como no caso de estudos teóricos e práticos de maneira online. “Temos mantido uma sequência de lives no perfil da companhia no Instagram, o Bate papo sobre cultura popular brasileira, onde conversamos com Mestres, Mestras, Brincantes e grupos que trabalham e vivem a cultura popular. Participamos de alguns festivais online tanto com lives, como enviando vídeos pré-gravados, além de manter nossos estudos internos com oficinas e estudos teóricos em forma de vídeo conferência”, disse Erico Bispo, artista integrante da Cia de Artes Rob Drown, que já chegou ao número de 40 lives durante esse período de pandemia.

 

Apesar do uso das redes sociais estarem ajudando os grupos de Teatro, alguns artistas confessam que o mundo virtual não se compara ao contato do artista com o público. “Não pensávamos em ocupar, por agora, as mídias sociais ou algo assim, nem equipados estávamos para isso”, relata Garcia, atento às características do espetáculo teatral, segundo o qual, a peça desenrola-se sempre no presente. Esse fazer artístico no palco, segundo ele, é muito mais recíproco e gratificante quando há a participação do público. “No palco é olho no olho, o artista dá a cara a tapa, sente o calor, os odores, o coração bater mais forte”, exemplifica.

 

Para Bispo, entretanto, o momento é de inovar: “Com o impedimento por força maior, cabe talvez a revisão de alguns conceitos pré-estabelecidos, uma descoberta de como as redes sociais, as transmissões de espetáculos e oficina nesse lugar não físico habitado por artistas e público pode vir a ser um propagador e um catalisador dessa energia que mantém a cena viva”, defende.

 

Emergência cultural

 

Faz seis meses que a Covid-19 impôs em todo o mundo novas formas de relações, sendo uma delas as restrições a agrupamentos, situação que intimida atividades essencialmente coletivas como comércios e espetáculos artísticos. “Houve suspensão de atividades, pois tudo parou e conosco não foi diferente”, afirma Garcia. Segundo a artista Fernanda Kunzler, que também integra o Teatral Grupo de Risco, o teatro foi ainda mais afetado: “Todos os outros setores de alguma forma deram continuidade ao trabalho, nós, mais especificamente do teatro, precisamos parar definitivamente, pois temos contato direto com o público”, justifica.

 

Gerente de Difusão Cultural da Fundação de Cultura do Estado, Soraia Ferreira destaca a rapidez do órgão em agir diante da ameaça da pandemia: “fomos um dos primeiros Estados a publicar dois editais de emergência para auxiliar artistas e trabalhadores e trabalhadoras da área cultural. Esses editais foram realizados com recursos do Governo do Estado. Foram atendidas mais de 700 pessoas”, ressalta.

 

A Fundação de Cultura do Estado organizou debates com os segmentos artísticos, técnicos da Fundação de Cultura, colegiados e setoriais artísticos, os chamados Grupos de Trabalho, para debater a aplicação dos recursos da Lei Aldir Blanc. “No momento estamos verificando o que poderá ser executado, para elaborar os editais, que passarão pela procuradoria jurídica da Fundação de Cultura e pelo Conselho Estadual de Cultura.

 

Aguardado desde o início da pandemia, o auxilio emergencial estipulado pela Lei 14.017, 2020 – Lei Aldir Blanc, deve atender a trabalhadores da área de cultura afetados pela crise decorrente do novo coronavírus. “Estamos nos articulando para ter acesso aos direitos da nova Lei Aldir Blanc”, relata Castro. A Lei também se destina a subsidiar manutenções de espaços, empresas e instituições culturais, com ou sem fins lucrativos, além de beneficiar editais, chamadas públicas e outras fontes de fomento à cultura.

 

Para receber o benefício, os trabalhadores devem estar inscritos em algum cadastro de cultura municipal, estadual ou federal, ter atuação profissional na área artística ou cultural nos últimos 24 meses e obedecer a outros critérios referentes ao auxílio emergencial de R$ 600,00, como ter renda familiar de até 3 salários mínimos ou R$ 522,50 por pessoa.

 

O profissional, ainda, não pode ter recebido o auxílio emergencial, nem ter emprego formal, nem receber benefício previdenciário ou assistencial, exceto o Bolsa-Família. Espaços vinculados a fundações, institutos ou instituições de empresas, incluindo casas ou espetáculos de teatro com financiamento exclusivo de grupos empresariais, assim como aqueles geridos pelo sistema “S” (Senai, Sebrac e Sebrae), também não terão direito ao auxílio.

 

Para mais informações acesse o site fundacaodecultura.ms.gov.br e siga nossas redes sociais no Youtube, Instagram e Facebook.

União deposita R$ 20 milhões destinados a atender Lei Aldir Blanc em Mato Grosso do Sul

Está na conta do Estado de Mato Grosso do Sul os R$ 20.514.887,18 repassados pelo Governo Federal, referentes a Lei Aldir Blanc (Lei federal nº 14.017 de 29 de junho de 2020). Destinado a trabalhadores e trabalhadoras de cultura, esse valor destinado ao Estado prevê auxílio emergencial de R$ 1.800,00, divididos em três parcelas de R$ 600,00 (inciso I do artigo 2º) e apoio financeiro para a execução de editais, chamadas públicas, aquisição de bens e serviços culturais, entre outros (inciso III do artigo 2º).

 

Além do Estado, também receberam recurso da Lei Aldir Blanc os municípios de Três Lagoas (R$ 838.668,7) e de Glória de Dourados (R$ 82.591,94). Para o recebimento do valor de R$ 20.269.658,53, os municípios de Mato Grosso do Sul deverão cumprir diversos critérios estabelecidos na lei. No total, a Lei Aldir Blanc destinou ao Estado e seus 79 municípios, o valor de R$ 40.784.545,71.

 

Presidente da FCMS, Mara Caseiro: auxílio importante para a cultura do Estado

No caso dos municípios, a operacionalização do subsídio é apenas para o item II do artigo 2º da Lei, que diz respeito aos espaços culturais. “As prefeituras municipais destinarão o recurso recebido para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições e organizações culturais comunitárias que tiveram suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social”, explicou a diretora-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Mara Caseiro.

 

Segundo ela, o apoio financeiro desses espaços culturais terá o valor mínimo de R$ 3 mil e máximo de R$ 10 mil. “Esse subsídio será disponibilizado por três meses, sendo a sua execução, bem como os critérios da divisão do repasse, de responsabilidade dos gestores municipais”, disse.

 

Em conversa com a diretora-presidente Mara Caseiro, o governador Reinaldo Azambuja expressou a importância do recurso da Lei Aldir Blanc nesse momento de dificuldades dos artistas de todos os segmentos culturais. “É de suma importância que a disponibilização desse auxílio emergencial atenda os trabalhadores e trabalhadoras de Cultura que mais precisam e que mais foram prejudicados com as restrições sanitárias da pandemia da Covid-19”, declarou.

 

Renda básica emergencial

 

De exclusividade do Estado, o inciso I do artigo 2º da Lei Aldir Blanc, trata da renda básica emergencial aos trabalhadores e trabalhadoras de Cultura. Esta ação necessitará da parceria dos municípios no que diz respeito à divulgação do cadastramento e na busca desses profissionais de cultura que mais precisam de ajuda. “O cadastramento desses trabalhadores e trabalhadoras será feito por meio de plataforma que está em fase de construção e que logo estará disponível para inscrição dos futuros beneficiários da Lei”, informou Mara Caseiro.

 

CRITÉRIOS PARA RECEBIMENTO DA RENDA EMERGENCIAL

 

Farão jus à renda emergencial prevista, os trabalhadores e trabalhadoras da cultura com atividades interrompidas e que comprovem:

 

  • Terem atuado social ou profissionalmente nas áreas artística e cultural nos 24 (vinte e quatro) meses imediatamente anteriores à data de publicação desta Lei, comprovada a atuação de forma documental ou autodeclaratória;

 

  • Não terem emprego formal ativo;

 

  • Não serem titulares de benefício previdenciário ou assistencial ou beneficiários do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, ressalvado o Programa Bolsa Família;

 

  • Terem renda familiar mensal per capita de até 1/2 (meio) salário-mínimo ou renda familiar mensal total de até 3 (três) salários-mínimos, o que for maior;

 

  • Não terem recebido, no ano de 2018, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 (vinte e oito mil, quinhentos e cinquenta e nove reais e setenta centavos);

 

  1. Estarem inscritos, com a respectiva homologação da inscrição, em, pelo menos, um dos cadastros previstos no § 1o do art. 7o da Lei; e não serem beneficiários do auxílio emergencial previsto na Lei no 13.982, de 2 de abril de 2020.

 

  • 1º O recebimento da renda emergencial está limitado a 2 (dois) membros da mesma unidade familiar.

 

  • 2º A mulher provedora de família monoparental receberá 2 (duas) cotas da renda emergencial.

 

Para saber mais sobre a Lei Aldir Blanc, faça o download da Cartilha Lei Aldir Blanc:

https://www.fundacaodecultura.ms.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/CartilhaLei-Aldir-Blanc.pdf

Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul divulga projetos pré-aprovados do FIC 2020

Foi publicado no Diário Oficial do Estado de ontem (17.09) o resultado das propostas pré-habilitadas para o edital do Fundo de Investimentos Culturais da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. Este resultado ainda não é definitivo, pois necessita passar pela fase de interposição de recursos. A relação final será divulgada no dia 13 de novembro de 2020.

 

O Fundo de Investimentos Culturais estimula desde 2002 a criação, a produção e difusão das manifestações artístico-culturais em todos os municípios sul-mato-grossenses. Instituído pela Lei 2.366/2001 e reorganizado pela Lei 2.645/2003, o FIC tem como princípio prestar apoio financeiro a projetos culturais da comunidade, fomentando o mercado artístico e diminuindo a distância do público com as mais diversas manifestações, tradições e valores da cultura.

 

Os editais promovem a democratização de acesso a recursos para as áreas de música, dança, teatro, artes plásticas, audiovisual, literatura e festas populares. Os selecionados participam de programas e ações executadas pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul no decorrer do ano estimulando a valorização e difusão das manifestações artístico-culturais do Estado.

 

Para a gerente do Fundo de Investimentos Culturais, Solimar Alves, “o FIC é de suma importância para a comunidade artística sul-mato-grossense, pois são projetos oriundos da comunidade e que vêm atender a uma reivindicação artística desta classe que muito lutou para que o Fundo acontecesse. A publicação do resultado vem ao encontro a esse anseio da classe artística. Acredito que como foi feito em consonância com o edital, estamos atendendo à diversidade dos segmentos artístico-culturais do Estado que tiveram seus projetos habilitados até a fase de mérito. Por isso a importância de todos os conselheiros, que foram muito conscientes na aprovação prévia desses projetos, para que todos os segmentos fossem de fato contemplados”.

Mato Grosso do Sul: Repasse dos recursos da Lei Aldir Blanc acontece até o dia 26 deste mês

Mato Grosso do Sul deve receber até o dia 26 de setembro, o repasse de R$ 20 milhões da Lei federal 14.017/2020, a Lei Aldir Blanc. A disponibilização do recurso ocorreu após o cumprimento de uma série de etapas pela equipe da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS). O valor de R$ 20 milhões destinado aos municípios, serão repassados após a conclusão dessas mesmas etapas por cada gestor municipal.

 

“Concluímos várias fases e outras estão em andamento como é o caso da plataforma de cadastro dos trabalhadores e trabalhadoras de cultura”, informou a diretora-presidente da Fundação de Cultura de MS, Mara Caseiro.

 

Segundo ela, a previsão é a de que essa plataforma seja lançada até o dia 25 de setembro. “Nós já gostaríamos de ter lançado essa ferramenta online de cadastro, mas devido à uma série de especificidades no processo de contratação e de diversas exigências legais, ela ainda se encontra em processo de construção”, explicou.

 

Até o momento foram finalizadas pela equipe da FCMS, as seguintes etapas: plano de ação; conta aberta; assinatura do termo de adesão e previsão do repasse do recurso. “Logo no início desse mês, enviamos ao governo federal, plano de ação que trata das metas para aplicação do recurso da Lei Aldir Blanc. Dias depois, esse plano foi autorizado e na segunda-feira (14), assinamos termo para recebimento do recurso que está previsto até o dia 26 desse mês”, afirmou a gestora de Atividades Culturais, Eliane dos Santos Miranda.

 

 

VALIDAÇÃO DAS PROPOSTAS

 

As propostas apresentadas pelos segmentos culturais nas reuniões virtuais realizadas no mês passado, serão avaliadas para validação ou não, pelos integrantes do Conselho de Políticas Culturais de MS (CEPC/MS), na semana que vem. “Todas as propostas formuladas nos GT´s serão apreciadas pelos conselheiros em reunião na próxima semana. O Conselho também definirá a divisão dos recursos que serão distribuídos para cada segmento cultural”, disse Mara Caseiro.

 

 

REGULAMENTAÇÃO DA LEI

 

O Comitê de Estudos criado pela Fundação de Cultura de MS para elaboração de minuta de lei e decreto para regulamentação da Lei Aldir Blanc no Estado, enviou nesta semana, o anteprojeto da lei, ao jurídico da Secretaria Estadual de Governo (Segov).

 

“Os deputados estaduais irão votar nos próximos dias, o projeto de Lei que institui o Programa de Atendimento Emergencial de Cultura de MS (PaeCult/MS). Por meio deste programa e do decreto regulamentatório, teremos estabelecidas as diretrizes para aplicação da Lei Aldir Blanc no Estado”, explicou a diretora-presidente da FCMS, Mara Caseiro.

 

A previsão, segundo Mara, é que tanto o recebimento dos recursos, quanto o lançamento da plataforma sejam concluídos até o final desse mês. “Estamos trabalhando muito para que os processos necessários para Lei sejam concluídos o mais rápido possível. Sabemos das necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras de Cultura, mas infelizmente, são muitos processos legais e burocráticos que devemos cumprir. Mas, com fé em Deus, logo tudo estará resolvido para que nossos artistas sejam atendidos”, disse Mara.

Identidade singular: Carlos Vera, Cores e Formas agora em vasos de cerâmicas.

As cores e as formas geométricas, sempre foram elementos fundamentais na obra de Carlos Vera, que, além da beleza, faz pensar, refletir e mexe com o inconsciente das pessoas. Sua formação gráfica, Artista visual, Publicitário, Designer Gráfico e Empresário, faz com que brinque com as formas e as cores, resultando em traços marcantes. Uma identidade singular que caracteriza suas várias fases de sua criação, que pode ser comprovada nas várias exposições coletivas e individuais das quais vem participando ao longo dos anos.

 

Neste momento do seu trabalho artístico está pintando vasos de cerâmicas com um colorido que faz nascer uma estética subjetiva e produtos de artes, com seu estilo inconfundível. Sempre buscando incentivar e ajudar a promover as artes Visuais. Está sempre presentes em todos os movimentos artísticos, Feiras de artes, Oficinas de artes em escolas, Ocupações artísticas: como a Confraria Sociartista (Associação dos Artistas Visuais Profissionais de MS), e agora com a parceria da arquiteta Selma Rodrigues (Secéu) da Galeria Isaac de Oliveira que abriu as suas portas onde foi criado o Estado da Arte, no Carandá Bosque um ambiente para apreciar e adquirir obras de arte que transmitem a essência cultural do nosso estado. A galeria compõe ainda com os artistas: Isaac de Oliveira, Celina Arantes, Buga Peralta, Don Dolores, Wagner Thomaz, Carlos Vera, Ana Ruas, Elis Regina, Guto Naveira, Humberto Espíndola, Roberto Higa, Ana Zahran, Zilá Soares, Vania Jucá e AP Pacheco.

 

A técnica de Carlos Vera passeia por várias formas de expressão, e está em constante experimentação, uma identidade singular que caracteriza suas várias fases de criação.

 

Sem medo de ousar e na constante busca pela perfeição das cores e dos detalhes, empreende agora uma viagem pelo abstrato em telas, vasos de cerâmicas, e produtos como canecas, gravatas, bandejas, entre outros. Uma coleção inédita de resultado estético moderno e inovador, trazendo para sua obra a leveza do movimento, a beleza e a força da cor. Momento de contemplação que se intitula: Cores em Movimentos.

 

Galeria Isaac de Oliveira e Estado da Arte Produtos Personalizados

Rua Antônio Theodorowick,125 Carandá Bosque – Campo Grande, MS

Horário: Segunda a Sexta: Aberto das 13h às 18h

 

Confraria Sociartista – Associação dos Artistas Visuais Profissionais de MS.

Sede: Avenida Nelly Martins s/n fundos rua Abias Batista Filho, 269 – Portal Itayara

Facebook: confrariasociartista.

Encontro virtual: Clube de Leitura do Sesc debate “O amante”, de Marguerite Duras

No dia 26 de setembro, às 15h, haverá o 4º encontro virtual do Clube Sesc de Leitura, que vai discutir a obra , “O amante”, de Marguerite Duras. A participação é pelo link meet.google.com/ivu-boey-xrb e é preciso ter pelo menos 16 anos para participar e uma conta no Google, que pode ser feita gratuitamente. O encontro será mediado pela psicanalista Luana Santos Silva.

 

Eleito pelos participantes como tema do encontro, o livro é ganhador do Prêmio Goncourt, o mais importante da literatura francesa, e mais de 2 milhões e meio de exemplares vendidos apenas na França.

 

Narra de modo autobiográfico a experiência de Marguerite Duras em sua tumultuada história de amor com um rico comerciante chinês na Indochina pré-guerra.  A obra apresenta seus primeiros anseios de ser escritora e de viver através da escrita, reunindo memórias e dramas de uma mulher que desde cedo soube como e o que fazer com sua vida.

 

Filha de pais franceses e nascida em Gia Dihn (Vietnã), Marguerite Duras (pseudônimo de Marguerite Donnadieu) foi uma mulher que ocupou lugares importantes na literatura, no cinema, e no teatro, se inspirando na psicanálise lacaniana para guiar seu texto. Com mais de 40 romances escritos, foi também roteirista, poeta, diretora de cinema e dramaturga.

 

Clube Sesc de Leitura

 

O encontro é realizado uma vez por mês. Para acessar pelo celular, baixe gratuitamente o app Meet. A plataforma comporta até 100 participantes por vez.

 

Compartilhe sua experiência de leitura com o clube, mas se preferir, participe como ouvinte.

 

Clube Sesc de Leitura

Data: 25 de setembro – 15 horas

Plataforma Google Meet

Acesse: meet.google.com/qmn-hjzd-son