Oficinas de leitura, fotografia e filmes no Sesc Corumbá

O Sesc Corumbá preparou uma semana intensa com ações em diversas linguagens culturais, começando nesta terça-feira, 18/02, às 18 horas, com o Clube Leituras Di Macondo. Desta vez, o Clube vai debater sobre a obra Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago.

 

O romance, editado em 2004, faz par com Ensaio Sobre a Cegueira e Saramago não esconde sua intenção alegórica, fazendo o jogo de claro-escuro ao penetrar em impasses contemporâneos. Ao fim da reunião, haverá sorteio de brinde literário.

 

Nos dias 19/02, quarta-feira, das 20h às 22h, e 20/02, quinta-feira, das 15h às 17h haverá a Oficina Registrando Pessoas e Movimentos, com Diego Cafola. A proposta é ensinar técnicas para melhor utilização de recursos e app de celulares para utilização em mídias sociais e a oficina terá momentos teóricos e práticos, para testar ângulos, focos e perspectivas de iluminação. Para participar, é preciso ter pelo menos 18 anos e levar o celular. Os ingressos serão distribuídos meia hora antes da primeira aula.

 

A Sessão Curta na Tela será na quarta-feira, 19, às 19 horas, com exibição de “O lenço do samba” (2013), dirigido por Shaynna Pidori. O documentário etnográfico apresenta um grupo familiar negro de Mauá, em São Paulo, que compõe o Samba-Lenço, manifestação cultural paulista com mais de 50 anos e que usa o lenço como adorno de homens e mulheres. A partir das vozes dos integrantes do grupo, o filme lança um olhar sobre a riqueza cultural coletiva por meio de falas e imagens de crianças, adolescentes, adultos e mulheres mais antigas.

 

O Cine Sesc exibe na quinta-feira, 20, às 19 horas, “ Menine” (2018), com direção de Shaynna Pidori. Sinopse: Leonardo é um garoto que não se identifica como menino. Dentro de uma sociedade conservadora e preconceituosa ele quer ser quem quiser. No sábado, 22, o filme será reprisado, às 15 horas.

 

O Sesc Corumbá está localizado na Rua Treze de Junho, 1703, no Centro. Mais informações podem pelo telefone (67) 3232-3130. Acompanhe a programação  no site sesc.ms

 

SIEM-MS discute ações para os museus do Estado

A apresentação de propostas para a área de museus no ano de 2020, a realização da 18ª Semana Nacional dos Museus e a organização de Grupo de Trabalho para tratar da Rede de Educadores de Museus de Mato Grosso do Sul, foram temas da primeira reunião do SIEM-MS (Sistema Estadual de Museus de Mato Grosso do Sul). O encontro aconteceu no último dia 14, nas dependências do Arquivo Público, unidade da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul).

 

Coordenador do SIEM-MS, o professor Douglas Alves destacou os avanços do setor em nível estadual, com a abertura de dois novos museus no final do ano passado. “Em 2019 foram inaugurados o Museu de Arqueologia do Pantanal, fruto da pesquisa arqueológica do Prof. Dr. José Luis dos Santos Peixoto na UFMS, campus de Corumbá e o Museu Municipal Helena Meirelles, construído pela Prefeitura Municipal de Bataguassu com apoio financeiro de Fundação de Cultura de MS (FIC). Além desses, existe a possibilidade de inauguração de museu municipal em Costa Rica e reabertura de museu em Caarapó, e do Museu de Arte Pantaneira pela prefeitura de Aquidauana, entre outros”.

 

Conforme Douglas, visitas técnicas, formações, capacitações e cursos são objetivos primordiais do SIEM – MS. “Queremos qualificar o pessoal da área. Este Grupo de Trabalho, ligado ao Sistema Estadual de Museus organizará a Rede de Educadores de Museus de Mato Grosso do Sul que tem como meta melhorar e fortalecer as ações nos museus como visitações, projetos e oficinas”, ressaltou ele.

 

O GT foi aprovado com os seguintes membros: Douglas Alves da Silva (Sistema Estadual de Museus), Dirceu van Lonkhuijzen (Museu das Culturas Dom Bosco), Laura Roseli Pael Duarte (MuArq/UFMS) e Lúcia Mont’Serrat (MARCO), os quais deverão se reunir e formatar a metodologia a ser empregada nestas ações. O GT deverá ter sua formalização oficializada no evento de abertura da Semana Nacional de Museus.

 

18ª Semana Nacional de Museus

 

Ainda na reunião foi discutida a realização da 18ª Semana Nacional de Museus, evento nacional que ocorre anualmente no mês de maio em homenagem ao Dia Internacional do Museu (18 de maio). O ICOM (International Council Of Museums) propôs como temática para este ano “Museus para a Igualdade: Diversidade e Inclusão”, tema que poderá oportunizar os museus a refletirem sobre as desigualdades presentes na sociedade contemporânea.

 

Durante a reunião, o SIEM-MS instituiu uma Comissão Organizadora que coordenará as atividades do evento, o qual buscará parcerias com pesquisadores e universidades, no intuito de promover e estimular a apresentação de resultados finais e parciais de pesquisas que abordem a temática da Semana, com promoção de palestras, apresentações de trabalhos, debates, oficinas, etc.

 

A Comissão será composta pelos seguintes membros: Douglas Alves da Silva (Sistema Estadual de Museus), Lia Brambilla (MuArq), Elisângela Castedo (Arquivo Público Estadual), Wellen Joice (Museu José Antônio Pereira), Dirceu van Lonkhuijzen (Museu das Culturas Dom Bosco) e Josiane Terena (Subsecretaria de Políticas Públicas para a População Indígena).

 

A abertura da Semana ocorrerá no MIS (Museu da Imagem e do Som de MS), com palestra, exibição de curta-metragem e mesa de debate. Estão confirmados para a mesa: Frank Rossatt (Subsecretário de Políticas Públicas LGBT), Ana José Alves (Subsecretária de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial) e Silvana Terena (Subsecretária de Políticas Públicas para a População Indígena). A programação completa será divulgada no próximo mês aqui no site.

 

As seguintes instituições estiveram presentes na reunião: Arquivo Público Estadual de MS, MARCO (Museu de Arte Contemporânea de MS), MIS (Museu da Imagem e do Som de MS), SED (Secretaria Estadual de Educação), Centro Histórico da Santa Casa, Museu José Antônio Pereira, Museu das Culturas Dom Bosco/UCDB, MuArq (Museu de Arqueologia da UFMS), Memorial da Ferrovia/AFAPEDI, Subsecretaria de Políticas Públicas LGBT, Subsecretaria de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial e Subsecretaria de Políticas Públicas para a População Indígena.

Sesc Cultura tem cinema com longa brasileiro e show

Nesta semana a programação do Sesc Cultura traz ações nas linguagens do cinema e da música, ambas abertas ao público.

 

O Cine Sesc exibe o longa brasileiro “As canções” (2011), com direção de Eduardo Coutinho, na quarta-feira, 19/02, na matinê de 15h e sessão das 19 horas e também na sexta-feira, dia 21/02, às 19 horas.

 

O cenário é simples: uma cadeira preta posicionada à frente de uma solene cortina. Ali, cidadãos comuns recorrem ao âmago de suas memórias lembrando e entoando canções que marcaram momentos importantes em suas vidas.

 

Também na sexta-feira, às 20 horas, a cantora Erika Espíndola se apresenta no “Palco 22”, com o show “UNA”, com músicas de seu disco que reúne oito faixas compostas por Erika e seu produtor Júlio Queiroz. As músicas têm apelo ao blues, rock, folk e soul.

 

O Sesc Cultura está localizado na Avenida Afonso Pena, nº 2270. Informações pelo telefone (67) 3311-4300. O funcionamento é de terça-feira a sábado das 13h às 21h30 e a Central de Relacionamento: 13h às 17h30 e das 19h às 21h30. A Biblioteca atende das 13h às 21h30 e a Galeria de Arte fica aberta das 13h às 21h30. Acompanhe a programação no site sesc.ms

Clube da Leitura da UFGD retoma atividades em março

O projeto de extensão Clube da Leitura da UFGD retoma suas atividades em março, com um novo ciclo de leituras. Este ano, a pedido dos participantes, será o ano do fantástico e das distopias. O primeiro encontro acontecerá no dia 27 de março, às 16h30, na sala de vídeo conferência da Biblioteca Central, e vai debater o livro O Conto da Aia, de Margaret Atwood. e será mediado pela psicóloga esquizoanalista Isabel Toledo.

 

Em sua terceira edição, o projeto do qual fazem parte professores e alunos de variados cursos da UFGD, técnicos da universidade e também membros da comunidade douradense interessados em Literatura, já debateu, em 2018, obras consagradas como Hamlet, de Shakespeare, Frankestein, de Mary Shelley, Mrs. Dalloway, de Virgínia Woolf, Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, dentre outros.

 

Em 2019, foram lidas e debatidas obras contemporâneas como Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, Olhos D´àgua, de Conceição Evaristo, A desumanização, de Valter Hugo, dentre outras.

 

Esse projeto de extensão tem como proposta realizar encontros mensais, com duração aproximada de uma hora e meia, para a discussão de obras literárias, previamente selecionadas e amplamente divulgadas. O intuito é fomentar a leitura literária na UFGD e na comunidade douradense.

 

Os encontros são sempre abertos, sem necessidade de inscrição prévia e contam com convidados, docentes ou não da UFGD, para o enriquecimento do debate. Ao final do projeto, os participantes são certificados. A coordenação do projeto é da professora doutora Thissiane Fioreto e do professor doutor Gregório F. Dantas, ambos da Faculdade de Comunicação, Artes e Letras (FACALE/UFGD).

 

Os interessados em participar devem ler o livro indicado e comparecer ao encontro no dia e local divulgados. Não há taxa de inscrição e nem necessidade de inscrição prévia.

 

Confira a lista de livros a serem lidos no primeiro semestre de 2020 e as datas dos encontros.

MÊS

DATA PREVISTA

OBRA LITERÁRIA E AUTOR

MARÇO

27/03

ATWOOD, Margaret. O conto da Aia. Tradução Ana Deiró. Rio de Janeiro: Rocco, 2017.

ABRIL

24/04

STOKER, Bram. Drácula. Tradução Márcia Heloísa. Rio de Janeiro: Darkside Books, 2018.

MAIO

29/05

ORWELL, George. 1984. Tradução Alexandre Hubner e Heloisa Jahn. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

JUNHO

26/06

KING, Stephen. Iluminado. Tradução Betty Ramos de Albuquerque. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.

O Conto de Aia inicia projeto de extensão Clube da Leitura da UFGD, dia 27 de março

MIS realiza Ciclo de Cinema Brasileiro Contemporâneo

Começa no dia 19 de fevereiro, quarta-feira, às 19 horas, o Ciclo de Cinema Brasileiro Contemporâneo, no auditório do Museu da Imagem e do Som (MIS-MS). Realizado em parceria com o Curso de Audiovisual da UFMS, o Ciclo terá uma exibição mensal, durante o primeiro semestre de 2020. A curadoria é dos professores Júlio Carlos Bezerra e Vitor Zan.

 

O Ciclo se inicia com a exibição do filme “Branco sai, preto fica”, com direção de Adirley Queirós. O filme cria suas imagens e sons a partir de uma história trágica: dois homens negros, moradores da maior periferia de Brasília, ficam marcados para sempre graças a uma ação criminosa de uma polícia racista e territorialista da Capital Federal. Essa polícia invade um baile black. Tiros, correria e a consumação da tragédia: um homem fica para sempre na cadeira de rodas, o outro perde a perna após um cavalo da polícia montada cair sobre ele. Mas esses homens não se sentem confortados em contar a história de maneira direta e jornalística. Eles querem fabular, querem outras possibilidades de narrar o passado, abrindo para um presente cheio de aventuras e ressignificações, propondo um futuro.

 

Para a coordenadora do MIS, Marinete Pinheiro, a parceria com o curso de Audiovisual da UFMS, que teve início no ano passado, é importante no sentido de aproximar os alunos das atividades do museu e dos filmes e produções locais. “Queremos oportunizar também ao público em geral as exibições e debates sobre o cinema brasileiro que está sendo produzido no Brasil de hoje, quais as técnicas, narrativas, linguagens e conteúdo, no sentido de despertar para o conhecimento de um cinema mais próprio, mais nosso, sendo esta uma estratégia democrática e necessária nos dias atuais”.

 

O professor Júlio Carlos Bezerra agradece a parceria do MIS com o recém aberto curso de audiovisual da UFMS. “O MIS é exatamente o ponto de referência no Estado para quem faz cinema aqui, por isso é importante que esta parceria seja cada vez mais intensa e duradoura. Esse ciclo de cinema brasileiro contemporâneo parte de um incômodo muito grande de nós, professores do curso. O mercado exibidor aqui do Estado é muito negligente no que diz respeito ao cinema brasileiro, então nossos alunos acabam tendo muito pouco contato com o que de melhor tem sido feito no Brasil hoje, esse é um problema grave. Então o professor Vitor Zan e eu organizamos uma curadoria absolutamente pessoal, são filmes que nós gostamos, entramos em contato com respectivos cineastas e fechamos mais essa parceria com o MIS. A ideia é que as sessões mensagens comecem sempre com uma breve introdução feita pela gente, e o debate continua depois da sessão. Esse projeto vai ser formalizado como projeto de extensão do curso de Audiovisual da UFMS”.

 

O filme tem a duração de 93 minutos e a classificação é 14 anos. A exibição acontece na quarta-feira (19 de fevereiro), às 19 horas, com entrada franca. O MIS fica no Memorial da Cultura e da Cidadania, na avenida Fernando Correa da Costa, 559 Centro, no terceiro andar. Telefone: (67) 3316-9178.

MARCO divulga selecionados para Exposições 2020

Foi publicado no Diário Oficial de ontem (13 de fevereiro) o resultado do edital que selecionou  artistas para as Temporadas de Exposições Temporárias 2020 do Museu de Arte Contemporânea (MARCO), unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

 

Foram recebidas 31 propostas e respeitando todos os critérios estabelecidos em edital foram selecionados 14 proponentes: Alexandre Leoni Gomes, Arlete Cousandier Santarosa, Eliana Regina Almeida, Fabiana Silveira da Silva, Felipe Lopes Siqueira, Jó Medeiros de Aquino, Luciano Denardi Alarcon, Mariana Arndt, Mariana Virgínia Carpio (Coletivo de Artistas), Patrícia Andrea (Coletivo Dodo), Patrícia Pontes Genaro, Raphael Sagarra, Romário Batista, Wendel Fontes dos Santos.

 

A comissão de avaliação foi composta pela Profa. Dra. Eluiza Bortolotto Guizzi (UFMS), Pedro Guilherme Garcia Góes (Artista plástico e Presidente da Confraria Socioartista), Prof. Me. Roberto Figueiredo (UCDB) e Cristiane Almeida de Araújo Freire (MARCO/FCMS).

 

Confira também o resultado pelo Diário Oficial Eletrônico 10.093.

UFMS: Dança de Salão abre mais de 500 vagas para 2020

De 26 de fevereiro a1º de março o projeto Dança de Salão da Universidade (UFMS) receberá inscrições. Ao todo serão 540 vagas distribuídas nos níveis iniciante, iniciados, intermediário e avançado. Para se inscrever será preciso acessar o site dancadesalao.ufms.br e preencher o formulário.

 

Do total de vagas 300 são para o nível 1 iniciante, 120 para o nível 2 iniciados, 60 para o nível 3 intermediário e 60 para o nível 4 avançado. Para o preenchimento dos níveis 2, 3 e 4 o candidato deverá ter conhecimento das danças de salão, que será avaliado na primeira semana de aula.

 

As aulas serão ministradas na Cidade Universitária durante a semana no período noturno e aos sábados pela manhã. O quadro com os horários de cada nível está disponível neste link. As atividades têm início em março.

 

“Os benefícios da dança de salão são muitos, sendo o principal a socialização. Os alunos aprendem as técnicas e utilizam os conhecimentos em eventos e festas com familiares, amigos ou outras pessoas interessadas, ou seja, fazem amizades e compartilham momentos alegres. A dança de salão também proporciona mais saúde, com um gasto energético e novos aprendizados, uma maior qualidade de vida”, lembra o coordenador do projeto Marcelo Rosa.

 

A seleção será por ordem de inscrição e o resultado será comunicado com uma mensagem ao final da inscrição. Os candidatos que não conseguirem se inscrever dentro das vagas ofertadas poderão participar de uma lista de espera, para isso deverão preencher os dados na aba “inscrição individual”, no site dancadesalao.ufms.br. Para os selecionados a matrícula será R$150 por semestre.

 

O projeto de extensão Dança de Salão foi criado em 2006 com o objetivo de implementar a formação acadêmica e oferecer à sociedade curso de dança de salão. As aulas são ministradas por acadêmicos de graduação da UFMS e/ou voluntários da Instituição, sob a supervisão de um professor orientador.

Prêmio de ministério fortalece tradição ceramistas do país

Celeiro de artesãos, o município de Tracunhaém, localizado na Zona da Mata pernambucana, oferece à comunidade local e a interessados de todo o mundo a arte de Ivo Diodato da Silva. O herdeiro da potente tradição ceramista do local ganhou ainda mais visibilidade em 2019, quando recebeu o Prêmio Culturas Populares – Edição Teixeirinha, concedido pelo Ministério da Cidadania.

Esculpindo o barro há mais de 40 anos, Diodato conta que o prêmio o motivou a continuar criando. “Fazer um trabalho, concorrer com muita gente de todo o Brasil e, entre essa multidão, ser selecionado, é uma coisa espetacular. É uma experiência muito valiosa, que vem só enriquecer a nossa vida como artesão e como artista. É um oxigênio que nos motiva a aperfeiçoar mais o nosso trabalho e a nos direcionar para o que a gente está buscando”, diz o artesão.

Com os recursos recebidos pela premiação, ele conta que pretende modernizar seu ateliê. A ideia é oferecer oficinas e facilitar o acesso do público e de estudantes ao trabalho desenvolvido. “O prêmio me encheu de motivação para seguir trabalhando e fazer o que eu venho fazendo, com oficinas nas escolas, nas cidades em que eu fui convidado a trabalhar com crianças, deficientes também. É uma forma de fazer desse prêmio um multiplicador de momentos e de oportunidades para muitas pessoas”, afirma.

 

Foto: Divulgação

A formação está no cerne da carreira de Diodato e ele sabe o valor da transmissão de conhecimentos nessa área. “Eu comecei com 10 anos, trabalhando no ateliê do Mestre Zezinho”, conta, referindo-se ao também mestre artesão Zezinho de Tracunhaém, um dos responsáveis por manter a tradição ceramista na região. A partir das técnicas aprendidas com o mestre, Ivo começou a desenvolver seu próprio trabalho ainda adolescente, aos 15 anos. “Eu fui me aprimorando e fui começando a trabalhar nos anos 80”, comenta ele.

 

Na época, foi veiculada a telenovela “Coração Alado”, cujo personagem principal, Juca Pitanga, era um artesão nordestino que migrava para o Sudeste brasileiro em busca de novos horizontes. Era a oportunidade que seu Diodato e outros ceramistas precisavam para divulgar sua arte com mais amplitude. Além de criar uma escultura com o nome do personagem, interpretado por Tarcísio Meira, Diodato elaborou uma série de cerâmicas inspiradas nesta narrativa.

Já nos anos 2000, o artesão buscou nova inspiração para o trabalho, dessa vez no Romantismo e Modernismo brasileiros. Algumas peças foram batizadas com nomes de personagens do romance O Cortiço (1890), de Aluísio Azevedo, e outras receberam pés grandes e cabeças pequenas, além de rostos sem definição, tais como as figuras pintadas pela modernista Tarsila do Amaral.

 

Prêmio Culturas Populares

 

Foto: Divulgação

Em 2019, foram agraciados 150 mestres e mestras das cinco regiões do Brasil, e 100 grupos e associações (pessoas jurídicas), sendo duas delas da cota de acessibilidade. Cada premiado recebeu o valor de R$ 20 mil, totalizando R$ 5 milhões em prêmios.

 

A cada edição, o prêmio é dedicado a um ícone da cultura popular nacional. No ano passado, homenageou o cantor gaúcho Vítor Mateus Teixeira, o Teixeirinha.

 

Criado em 2007 para fortalecer e dar visibilidade a atividades da cultura popular e tradicional de todo o Brasil, o Prêmio Culturas Populares já teve sete edições, com 2.295 mestres, grupos e entidades sem fins lucrativos premiados. No total, R$ 33,75 milhões foram entregues a mestres e mestras e associações de todo o país. Entre 2013 e 2016, a premiação ficou suspensa e retornou em 2017.

 

Fonte: MINC

Quebra-cabeça, contação de histórias e cineminha

Um sábado com muita diversão e aprendizado está na programação que o Sesc Cultura preparou para 15 de fevereiro. A participação nas ações é gratuita, bastando, no caso da oficina, levar o material.

 

Com início às 15h, a Oficina quebra cabeça de argila vai ensinar os pequenos a fazerem desenhos para criar um divertido quebra cabeça feito inteiramente de argila. Esta atividade é para os que têm entre 04 e 07 anos, é preciso estar acompanhado de um responsável e levar dois quilos de argila e uma caixa de sapato. Os ingressos serão distribuídos meia hora antes da oficina.

 

Às 16h30 tem Contação de histórias: “Historietas e Assombretas”, com Arte Negus (MS). Os personagens vão narrar as lendas folclóricas do Brasil.

 

A última atividade, às 17h30, é o Cine Clubinho que exibe os seguintes curtas da Mostra Infantil Itinerante do Festival Internacional de Cinema “Nueva Mirada”:  Ormie – 3 min., Rodas, band-aids e pirutos – 8min., Kostya – 5min.44, Lumi – 3min., Aula de natação – 9min,10, Corrida – 7min., Grande prêmio – 8min., O príncipe rato – 14min.30.

 

O Sesc Cultura está localizado na Avenida Afonso Pena, nº 2270. Informações pelo telefone 3311-4300. O funcionamento é de terça-feira a sábado das 13h às 21h30 e a Central de Relacionamento: 13h às 17h30 e das 19h às 21h30. A Biblioteca atende das 13h às 21h30 e a Galeria de Arte fica aberta das 13h às 21h30. Acompanhe a programação no site sesc.ms