Musei da Imagem e Som na Capital exibe filme brasileiro que aborda a condição feminina

O Museu da Imagem e do Som (MIS-MS), em parceria com o Cineclube Marginália, exibe na próxima segunda-feira, dia 25 de novembro, o filme brasileiro “Mar de Rosas”, da diretora Ana Carolina. A exibição acontece a partir das 19 horas, com entrada franca.

 

Mar de Rosas dá início à trilogia de Ana Carolina sobre personagens femininas em desacordo com seu contexto social, que será continuada em Das Tripas Coração (1982) e completada por Sonho de Valsa (1987). O título do filme, decalcado de um dito popular, antecipa a ambiguidade que permeia a narrativa: a vida das personagens é tudo menos um mar de rosas, mas o relato passa pelo humor.

 

Além da sobrecarga quase exaustiva de provérbios e expressões populares (um verdadeiro inventário de frases feitas), os diálogos mobilizam rimas e repetições fonéticas, permitindo que as falas constituam um elemento estético em si. Numa das frases rimadas, Myriam Muniz aproxima os termos “histórico” e “histérico”, evocando um dos temas centrais do filme, a histeria. Praticamente todas as cenas em Mar de Rosas têm como ápice a confluência histérica das personagens (Das Tripas Coração se estruturará de maneira semelhante), trazendo a histeria como performance e jogo.

 

A história gira em torno do casal Sérgio (Hugo Carvana) e Felicidade (Norma Bengell). Ambos chegam a um hotel no Rio de Janeiro, com a filha adolescente, Betinha (Cristina Pereira), discutindo o relacionamento. Uma briga que culmina na esposa agredindo o marido com uma navalha. Acreditando que o marido está morto, ela foge com Betinha de volta para São Paulo. Uma viagem que se torna um jogo de manipulações e violência.

 

Esta comédia/drama de 1977 ficou em 81º lugar na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. A duração é de 99 minutos e a classificação, 12 anos.

 

O Cineclube Marginália é remanescente do antigo Cinema de Horror, vinculado ao curso de Letras da UFMS. Mudou seu nome para Cineclube Guarani em 2016 e, depois de votação entre seus membros, utiliza a denominação Marginália. Formado por ativistas de movimentos sociais campo-grandenses, artistas e estudantes universitários, o Cineclube Marginália tem por objetivo descentralizar o acesso à arte e à informação e levar sessões gratuitas de filmes e debates ao MIS.

 

Depois da exibição, será realizado um bate-papo intimista entre os colaboradores do Marginália. As exibições do Cineclube acontecem mensalmente e têm entrada franca. O MIS fica no 3º andar do Memorial da Cultura, na Avenida Fernando Correa da Costa, 559, Centro. Telefone: (67) 3316-9178.

TV Brasil