Ação solidária: Em live neste domingo, Luan Santana promove “Movimento Pantanal Chama”

Como bom sul-mato-grossense o cantor Luan Santana, que é nascido em Campo Grande, sempre teve o Pantanal como referência. E como bom brasileiro, também sentiu as dores causadas pela maior queimada das últimas décadas e que afetou boa parte da fauna e flora pantaneira. Foi então que ele criou o ‘Movimento Pantanal Chama’ e, somando forças com o poder público, sociedade civil, institutos sem fins lucrativos e ongs, formaram o movimento para ajudar na recuperação do bioma, das comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas, dos animais e de todo o Pantanal.

 

No último dia 11, o cantor viajou até Corumbá para acompanhar de perto os estragos causados pelas queimadas no Pantanal. “Quis ver com os meus próprios olhos como está a situação. Fiquei tão impactado em me deparar com aquele paraíso assim, todo cinza, como uma cena de filme de guerra. Eu até entendo que a gente mora longe e se sinta pouco afetado por tudo isso que está acontecendo. Sabemos que bichos morreram, que área gigantesca foi devastada, mas, às vezes, a gente não entende como isso pode afetar a vida da gente. A minha visita hoje é para descobrir essas respostas. E lutar para que muitos possam me ajudar”, afirma.

 

O barco, de onde será transmitida a live, navegará por 12 horas até próximo à Serra do Amolar. Foto: @visitmsoficial

 

O cantor fará uma live no próximo domingo (22.11), a partir das 16h (às 17h pelo horário de Brasília), a bordo de um barco no meio do Rio Paraguai, próximo à Serra do Amolar, um dos lugares mais afetados pelas queimadas no Pantanal de Mato Grosso do Sul este ano. Todas as doações e a verba arrecadada no show online, transmitido pelo canal oficial do cantor no YouTube e no @natgeobrasil, serão destinadas às ações de recuperação.

 

Tanto a visita técnica, quanto os trabalhos para a transmissão da live estão sob fiscalização da Anvisa e passando por criteriosos protocolos de biossegurança. Toda a equipe técnica que está envolvida na produção do show online passou pelo teste da Covid-19, todos os resultados deram negativos.

 

Apoio solidário

 

A Fundação de Turismo do MS, o trade sul-mato-grossense e o Instituto Homem Pantaneiro também são parceiros solidários da ação com apoio logístico, de suporte e na articulação para que a realização da live em prol do bioma pantaneiro fosse feita no local adequado.

 

O homem pantaneiro é uma das populações afetadas pelas queimadas no Pantanal. Foto: Thallita Oschiro

“Estamos felizes em poder apoiar solidariamente nessa live em prol do Pantanal, uma excelente iniciativa do Luan Santana num momento tão difícil como está sendo esse ano. Realizamos um apoio apenas institucional por meio da articulação junto a empresários locais, especialmente com a Joice que prontamente atendeu nosso pedido e foi parceira efetiva para que essa live acontecesse dessa forma, dentro do barco no meio do Rio Paraguai. É muito importante que tenhamos conscientização para a preservação do Pantanal, que é um bioma com capacidade de regeneração, mas que precisa cada vez mais da sensibilização das pessoas para sua conservação. Vale lembrar que o Instituto Homem Pantaneiro, que também é um dos parceiros solidários na ação, é peça fundamental na luta pela preservação e fez um trabalho belíssimo durante as queimadas. E a gente convida todo mundo a conhecer o Pantanal, esse bioma único que tem muita natureza, ecoturismo, atividades de observação de animais e aves, pesca esportiva e que nesse momento precisa do apoio de todos” enfatiza Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul.

 

O coronel Rabelo, presidente do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), enaltece a ação e diz que a sociedade precisa ajudar na reconstrução de um patrimônio que é de todos. “No momento em que o Pantanal atravessa um de seus grandes desafios, seja de conservação ou enquanto atividade econômica, a iniciativa do ‘Movimento Pantanal Chama’ liderada pelo cantor Luan Santana, chega numa hora extremamente oportuna e necessária. Chamar a atenção do país para o Pantanal vai além do nosso compromisso constitucional e de tê-lo como patrimônio, mas de encontrarmos formas de participação ativa na sua proteção. Nós perdemos muito, o homem pantaneiro perdeu, todos nós perdemos enquanto sociedade. E esse movimento representa uma oportunidade para todos nós sairmos da passividade e irmos ao encontro de algo que é necessário, e que não é só constatar o problema que aconteceu, mas também de ajudar a pensar em como reconstruir e restaurar esse bioma”.

O Pantanal sofreu a pior queimada das últimas décadas. Foto: Thallita Oschiro

 

 

“Ficamos estarrecidos vendo o que aconteceu no Pantanal. Foi bem triste ver que em muitos lugares onde antes havia verde e exuberância, hoje vemos cinzas. Quando vimos a postagem do Luan Santana nas redes sociais, na hora entramos em contato para saber como podíamos contribuir, nos propusemos a ajudar no que fosse necessário. Achamos o ‘Movimento Pantanal Chama’ uma atitude louvável e não nos custava articular com companhia aérea, dar suporte à equipe na logística desde o aeroporto de Campo Grande quando foram fazer a visita técnica e ficamos felizes em saber que outras empresas maravilhosas de Corumbá também os receberam com carinho e os apoiaram no que fosse preciso. Somos de Bonito, mas entendemos que o Pantanal é uma responsabilidade de todos nós. Esse é o momento de mostrarmos para o Brasil e para o mundo que as belezas do Pantanal pedem ajuda e precisamos estender a mão. Acredito que nós não fizemos mais que nossa obrigação como empresários e cidadãos, pois o Pantanal é um patrimônio de todos nós”, se emociona Adriana Merjann, empresária da agência de turismo BonitoWay.

 

Como contribuir com o Movimento Pantanal Chama

 

A transmissão da live será feita pelo canal oficial do cantor no YouTube (@LuanSantana) e pelo @natgeobrasil neste domingo (22), a partir das 16h (às 17h pelo horário de Brasília). Importantes ferramentas de engajamento da ação, serão usadas as hashtags #opantanalchama, #movimentoopantanalchama, #sospantanal e #uniaopantanal. Será mantida também uma plataforma com um QR CODE e um 0800 para que o público participe e possa contribuir com o movimento.

 

O Movimento Pantanal Chama pretende ajudar no que já foi feito e no que está sendo feito pelo poder público, iniciativa privada e terceiro setor durante e após as queimadas no Pantanal. Serão beneficiados Institutos e Ongs de proteção ao Pantanal. A captação de recursos para a proteção ambiental será centralizada no Instituto SOS Pantanal que vai repassar os valores para instituições e ONGs que já estão atuando no combate aos incêndios, no resgate de animais e recuperação do bioma.

Som da Concha Lives apresenta os shows “Cantinhos do Brasil” e “Um dia após o outro”

O projeto Som da Concha – Lives 2020 promovido pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), apresenta nesse sábado (21), às 18h, o show “Cantinhos do Brasil” com Guto Colato e o trio Cordas de Rua e às 19h, é a vez do músico Gustavo Vargas com o show “Um dia após o outro”. Toda a programação será exibida pelo www.youtube.com/fundacaodeculturamsoficial

 

O show “Cantinhos do Brasil” nasceu de um desejo pessoal e entusiasta do artista objetivando manter viva a boa música brasileira, por meio da música instrumental, herança de seu avô (in memoriam), com quem Guto Colato aprendeu seus primeiros acordes até amadurecer e chegar as suas composições e trabalhos; o músico vem se aperfeiçoando no violão e guitarra brasileira, bem como no universo do “jazz”, temas em que estão presentes à sofisticação harmônica, rítmica e melódica.

 

Para o Som da Concha, o músico e seu trio “Cordas de Rua” apresentam um show ousado e bastante versátil, denominado “Cantinhos do Brasil”, onde tocam um repertório diversificado, permitindo ao público conhecer ou reconhecer a diversidade das culturas e a versatilidade da nossa música brasileira; uma apresentação que é um passeio pelo Brasil contendo levadas de baião, frevo, bossa nova, samba, choro, choro-canção, forró, toada e valsa-mineira, ou seja, a música instrumental brasileira que integra o circuito cultural das grandes metrópoles do Brasil e no mundo.

 

Guto Colato com seu trio “Cordas de Rua” tem a seguinte composição: Guto Colato (violão e guitarra); Luiz Pacheco (contrabaixo); Alvani Calheiros (sopro e scaleta) e Marcus Loyola (bateria). O músico-instrumentista também apresentará uma composição autoral, em homenagem ao seu avô e a influência da música do mineiro Toninho Horta, canção está que fará parte de seu primeiro disco instrumental, intitulado “Pés na Estrada”, o qual prevê seu lançamento para o próximo ano. Guto Colato e seu quarteto trazem arranjos inéditos de obras de renomados compositores brasileiros, como Bené Gomes, Geraldo Vandré, Sivuca, Tom Jobim, Dominguinhos e outros, demonstrando as características do violão e guitarra brasileira, com suas harmonizações, levadas e improvisação.

 

Gustavo Vargas

Já o show “Um dia após o outro” do músico Gustavo Vargas irá apresentar composições autorais de seu álbum lançado em 2014 intitulado “Era para Ser” e músicas de outros autores que percorreram esses 21 anos de carreira. O show terá a participação dos músicos Weslley da Silva, Davi Galvão, Sergio Henrique, Daniel Magela e será irreverente e bem-humorado com alguns pontos dramáticos, assim uma experiência quase teatral para o espectador.

 

Gustavo Vargas atua há mais de duas décadas no ramo de apresentação musical nos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná, com o melhor da MPB de nosso estado em qualidade de execução. Além de músico, é ator registrado pelo Sindicato de Atores e Técnicos em Espetáculos e Diversões do Paraná (SATED-PR), atuou como professor no Cena Hum (Curitiba-PR) e participou de vários espetáculos teatrais e musicais na mesma cidade.

 

Em Campo Grande, atua em bares, festas, restaurantes, casas noturnas, eventos corporativos, formaturas, casamentos e comemorações. Seus estilos abrangem desde a MPB mais clássica até o Pop Rock, Reggae, Forró, Samba, Internacional, Música Francesa e outros ritmos. Seu modo de atuação varia os ritmos de acordo com a plateia, enquanto está vai respondendo ao artista qual estilo ela prefere, criando assim um repertório improvisado e personalizado àquele público, propiciando ao espectador uma experiência única, que não se repete. A intenção é sempre permitir que o cidadão saia de sua rotina e crie situações internas de vivência emocional que o retire do lugar comum, da repetição exaustiva do cotidiano, que em épocas de (pós) pandemia são extremamente estressantes e, sem a catarse de descarga desses acúmulos, gerando instabilidade social e psíquica de nossa comunidade.

Luiz Gama, o patrono da abolição da escravidão; advogado, poeta, jornalista libertou 500 pessoas

Nascido em Salvador em 1830, filho de uma africana livre e de um português, Luiz Gama foi vendido ainda criança pelo pai, como pagamento de uma dívida de jogo, e enviado a São Paulo como escravo. Foi alfabetizado apenas aos 17 anos, um ano antes de conseguir judicialmente a própria liberdade. 

 

Por ser negro, foi impedido de frequentar o curso da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, a mais antiga instituição do gênero no país. Determinado, o baiano passou a estudar direito de forma autodidata e atuou na prática como advogado, libertando mais de 500 negros da escravidão. Em 2015, 133 anos após a sua morte, foi reconhecido pela OAB como advogado e, em 2018, foi declarado por lei como patrono da abolição da escravidão no Brasil, além de ter o nome inscrito no Livro dos Heróis da Pátria.

 

O abolicionista, que também foi jornalista e poeta, é tema do estudo de Ligia Fonseca Ferreira, professora da Unifesp que pesquisa a vida e obra de Luiz Gama há cerca de 20 anos e publicou três livros sobre ele. O último, Lições de Resistência: Artigos de Luiz Gama na Imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro, foi lançado neste ano.

 

 

Pesquisadora Ligia Fonseca Ferreira
Professora Ligia Fonseca Ferreira publicou três livros sobre Luiz Gama – Arquivo pessoal

 

Em entrevista exclusiva à TV Brasil, a pesquisadora fala sobre o papel importante de Luiz Gama no movimento abolicionista, de sua atuação relevante na imprensa e também no campo literário.

 

Leia a entrevista a seguir: 

 

TV Brasil – Neste livro, que traz 61 artigos de Luiz Gama, 42 deles inéditos, quais são as lições de resistência que o leitor vai encontrar?

Ligia Fonseca Ferreira – Essas lições de resistência são, em primeiro lugar, a defesa dos escravizados, a defesa dos direitos humanos, sobretudo o direito dos escravos que já existiam, já estavam inclusive assegurados pelas nossas leis, mas que muitas vezes não eram respeitados. Ele conseguiu desenterrar leis que ficaram como letra morta, como a lei de 7 de novembro de 1831, que deveria garantir que os africanos que desembarcassem no Brasil a partir daquela data deveriam ser considerados livres e que os traficantes de escravos deveriam sofrer penalidades. Então de 1831 até 1888, quando houve a abolição, são 57 anos. Mas o Luiz Gama vai fazer com que essas leis possam ser aplicadas antes da abolição. Ele diz que a função dos juízes é de estudar e aplicar as leis e ele vai bater insistentemente nessa tecla, e é a partir disso portanto que ele alcança, como declara numa carta, a liberdade de cerca de 500 escravos.

 

TV Brasil – Mesmo sem formação acadêmica, Luiz Gama demonstrava muito conhecimento jurídico e advogava de graça para libertar os escravizados? 

Ligia Fonseca Ferreira – Ele traz à tona essa condição muito singular de ser um homem de uma imensa cultura jurídica e de aplicá-la em benefício dos escravizados. Ele tinha uma autorização especial para advogar em primeira instância e fazia anúncios a serviço das causas da liberdade, tudo sem retribuição alguma. Ele abraça a causa abolicionista e também foi um dos primeiros brasileiros a abraçar a causa republicana. Para Luiz Gama, a luta abolicionista também se desdobrava na luta pelos ideais republicanos, no combate à monarquia, então a gente não pode se esquecer desse papel muito importante que ele vai ter nesse momento.

 

TV Brasil – Luiz Gama advogava de graça e tinha como ganha-pão o trabalho de jornalista. Inclusive fundou o primeiro jornal ilustrado de São Paulo, chamado Diabo Coxo. De que forma as facetas de abolicionista e jornalista se uniam? 

Ligia Fonseca Ferreira – O Luiz Gama é esse trabalhador incansável do jornalismo que nós também precisamos conhecer. Além do abolicionista, que se funde com esse homem que está olhando para o Brasil e mostrando um retrato a partir de uma perspectiva diferente, que a sua condição de homem negro lhe dava. No ano de 1871, quando Luiz Gama é acusado de promover insurreições escravas, ele vem a público através da imprensa, que era uma arma importante para ele, dizer que não estava promovendo insurreições, mas que, quando a justiça falhasse em garantir o direito dos escravos, ele fala que promoveria a resistência como virtude cívica.

 

TV Brasil – E além de atuar como abolicionista e jornalista, Luiz Gama também foi poeta e lançou o primeiro livro apenas 12 anos depois de ser alfabetizado? 

Ligia Fonseca Ferreira – Estamos falando aqui do Século 19, em que pouquíssimos negros estiveram ligados ao mundo das letras, à produção literária, que é outro aspecto no qual ele se destaca. Ele lança as Primeiras Trovas Burlescas em 1859. É um conjunto de sátiras políticas, sociais e raciais, nas quais o Luiz Gama faz uma grande descrição do funcionamento da sociedade imperial da época. Se a gente ler a maneira como ele aponta o funcionamento da sociedade em vários níveis, a gente tem a impressão de que o Luiz Gama está fazendo um retrato da nossa sociedade de hoje. É isso que garante a sua extrema atualidade. E ele também escreve poemas líricos. É o primeiro poeta afro-brasileiro, porque ele era filho de uma africana, a ter louvado a mulher negra, então ele já tem um papel bastante interessante dentro de uma produção que mais tarde a gente vai poder chamar de literatura negra, trazendo essa temática. 

 

TV Brasil – Nesses 190 anos do nascimento de Luiz Gama, ainda falta reconhecimento para a obra dele?

Ligia Fonseca Ferreira – Ele deveria estar presente na história da literatura, do período romântico; na história do Brasil, especialmente das lutas abolicionistas e da campanha republicana; ele deveria estar na história das ideias jurídicas, e ele deveria estar na história da imprensa, pelo papel que desempenhou e que agora uma parte está reunida no livro Lições de Resistência, em artigos que tratam sobre escravidão, liberdade, república e direitos humanos.

Livro Pantanal à Margem da Lei já está disponível para download gratuito

Nos últimos meses, o alto índice das queimadas no Pantanal foi um assunto recorrente nas mídias da internet e noticiários de TV. Tanto volume de notícia tem despertado o interesse da população pelo assunto e, consequentemente, sensibilizado mais e mais pessoas quanto a necessidade de práticas que garantam a conservação deste importante bioma. Daí a importância de livros como «Pantanal à Margem da Lei: Panorama das Ameaças e Perspectivas para a Conservação» que já está disponível, gratuitamente, em formato e-book para todas as pessoas que queiram ampliar o conhecimento sobreo tema. 

 

A decisão de disponibilizar a obra na internet, gratuitamente, foi exatamente para democratizar ainda mais o acesso ao conteúdo. De modo que mais e mais pessoas conheçam o livro, repliquem as informações contidas nele e que assim protejam o Pantanal cada vez mais, conforme destacou a consultora do Programa Corredor Azul, Wetlands International e MupanCyntia Cavalcante Santos.

 

«O acesso a materiais virtuais é um avanço extraordinário na divulgação da ciência e do conhecimento. Disponibilizarmos um material tão importante desses é uma contribuição que revela o quanto o Pantanal é um sistema único e merece ser cada vez mais conhecido, estudado. Esse é um começo, porque ainda há muito para se entender».

 

«Pantanal à Margem da Lei» é resultado da parceria entre a Wetlands InternationalMupan – Mulheres em Ação no Pantanal, Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU) e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

 

Obra que é fruto da primeira fase do Programa Corredor Azul e que reuniu os pesquisadores, doutores Carlos Teodoro José Hugueney Irigaray, Cátia Nunes da Cunha e Wolfgang Johannes Junk, em um esforço de compilar o conhecimento difuso sobre as questões legais envolvendo o Pantanal.

 

Além do acesso facilitado à obra, o estilo de escrita simples é outro ponto que chama atenção, por tornar o conhecimento científico mais palatável ao leitor que não está ambientado com termos técnicos. «Com uma linguagem acessível, isso é importante para que mais pessoas tenham acesso ao conhecimento científico de uma forma mais facilitada. Nós precisamos que alunos do ensino médio e dos primeiros anos de faculdade tenham acesso a essa linguagem técnica, porém, de forma simples, direta», afirma a pesquisadora Cátia Nunes.

 

A obra ainda vem ao encontro com outra questão importante que é a necessidade de se pensar em uma legislação voltada exclusivamente para o Pantanal que, ao contrário da Mata Atlântica, não possui leis específicas que atendam às particularidades do bioma. «Os políticos, os tomadores de decisões, os técnicos, têm a partir deste livro um conhecimento substancial para tomar decisões sobre políticas públicas em bases científicas. Por isso, a importância de trazer esse livro para a sociedade», complementa a pesquisadora.

 

Ao alcance do leitor 

 

Lançado, virtualmente, há uma semana, no dia 12 de novembro, pela Wetlands International Brasil, no âmbito do Programa Corredor Azul (PCA), o livro chama atenção pela riqueza de conteúdo. Não apenas por alertar sobre os riscos de degradação ambiental como por apontar perspectivas de conservação, medidas que ainda podem ser tomadas, nos dias de hoje, para que a maior área de planície alagada do mundo esteja preservada para contemplação desta e das futuras gerações.

 

Principalmente, considerando que o ano de 2020 foi catastrófico para o Pantanal. Sabe-se que até o dia 10 de novembro foram 21.752 focos de incêndio em todo o bioma, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), número recorde desde o início do monitoramento da região, em 1998.

 

Pantanal à Margem da lei é dividido em três partes: “Panoramas e Ameaças do Pantanal”, “Marco Regulatório” e “Recomendações”. Obra essa que foi concebida no intuito de contribuir com a preservação e redução dos impactos no bioma para que uma situação como a deste ano não se repita no futuro.

 

Som da Concha Lives apresenta os shows “Cantinhos do Brasil” e “Um dia após o outro”

O projeto Som da Concha – Lives 2020 promovido pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), apresenta amanhã (21), às 18h, o show “Cantinhos do Brasil” com Guto Colato e o trio Cordas de Rua e às 19h, é a vez do músico Gustavo Vargas com o show “Um dia após o outro”. Toda a programação será exibida pelo www.youtube.com/fundacaodeculturamsoficial

 

O show “Cantinhos do Brasil” nasceu de um desejo pessoal e entusiasta do artista objetivando manter viva a boa música brasileira, por meio da música instrumental, herança de seu avô (in memoriam), com quem Guto Colato aprendeu seus primeiros acordes até amadurecer e chegar as suas composições e trabalhos; o músico vem se aperfeiçoando no violão e guitarra brasileira, bem como no universo do “jazz”, temas em que estão presentes à sofisticação harmônica, rítmica e melódica.

 

Para o Som da Concha, o músico e seu trio “Cordas de Rua” apresentam um show ousado e bastante versátil, denominado “Cantinhos do Brasil”, onde tocam um repertório diversificado, permitindo ao público conhecer ou reconhecer a diversidade das culturas e a versatilidade da nossa música brasileira; uma apresentação que é um passeio pelo Brasil contendo levadas de baião, frevo, bossa nova, samba, choro, choro-canção, forró, toada e valsa-mineira, ou seja, a música instrumental brasileira que integra o circuito cultural das grandes metrópoles do Brasil e no mundo.

 

Guto Colato com seu trio “Cordas de Rua” tem a seguinte composição: Guto Colato (violão e guitarra); Luiz Pacheco (contrabaixo); Alvani Calheiros (sopro e scaleta) e Marcus Loyola (bateria). O músico-instrumentista também apresentará uma composição autoral, em homenagem ao seu avô e a influência da música do mineiro Toninho Horta, canção está que fará parte de seu primeiro disco instrumental, intitulado “Pés na Estrada”, o qual prevê seu lançamento para o próximo ano. Guto Colato e seu quarteto trazem arranjos inéditos de obras de renomados compositores brasileiros, como Bené Gomes, Geraldo Vandré, Sivuca, Tom Jobim, Dominguinhos e outros, demonstrando as características do violão e guitarra brasileira, com suas harmonizações, levadas e improvisação.

 

Já o show “Um dia após o outro” do músico Gustavo Vargas irá apresentar composições autorais de seu álbum lançado em 2014 intitulado “Era para Ser” e músicas de outros autores que percorreram esses 21 anos de carreira. O show terá a participação dos músicos Weslley da Silva, Davi Galvão, Sergio Henrique, Daniel Magela e será irreverente e bem-humorado com alguns pontos dramáticos, assim uma experiência quase teatral para o espectador.

 

 

Gustavo Vargas atua há mais de duas décadas no ramo de apresentação musical nos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná, com o melhor da MPB de nosso estado em qualidade de execução. Além de músico, é ator registrado pelo Sindicato de Atores e Técnicos em Espetáculos e Diversões do Paraná (SATED-PR), atuou como professor no Cena Hum (Curitiba-PR) e participou de vários espetáculos teatrais e musicais na mesma cidade.

 

Em Campo Grande, atua em bares, festas, restaurantes, casas noturnas, eventos corporativos, formaturas, casamentos e comemorações. Seus estilos abrangem desde a MPB mais clássica até o Pop Rock, Reggae, Forró, Samba, Internacional, Música Francesa e outros ritmos. Seu modo de atuação varia os ritmos de acordo com a plateia, enquanto está vai respondendo ao artista qual estilo ela prefere, criando assim um repertório improvisado e personalizado àquele público, propiciando ao espectador uma experiência única, que não se repete. A intenção é sempre permitir que o cidadão saia de sua rotina e crie situações internas de vivência emocional que o retire do lugar comum, da repetição exaustiva do cotidiano, que em épocas de (pós) pandemia são extremamente estressantes e, sem a catarse de descarga desses acúmulos, gerando instabilidade social e psíquica de nossa comunidade.

 

Som da Concha

 

O projeto criado em 2008 pela Fundação de Cultura proporciona shows aos finais de semana com entrada franca na Concha Acústica Helena Meirelles, que fica no Parque das Nações Indígenas. O projeto valoriza e difunde a produção musical sul-mato-grossense, selecionando músicos instrumentistas ou cantores solos, bandas ou grupos musicais residentes em Mato Grosso do Sul.

“Tropa de Elite 2” é atração do Autocine da UFMS no próximo domingo, em Campo Grande

Um bom programa para os fins de tarde de domingo é curtir as atrações do cinema drive-in. No Autocine deste domingo (22) será exibido o filme “Tropa de Elite 2: o inimigo agora é outro”.  A sessão acontece às 18 horas e os ingressos gratuitos, mas limitados, devem ser retirados na Praça dos Imigrantes até sexta-feira, das 8h às 17 horas.

 

O evento é uma realização do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul por meio da Fundação de Cultura, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Prefeitura Municipal de Campo Grande (Sisep e Sectur) com o apoio do Serviço Social do Comercio de MS.

 

“Tropa de Elite 2: o inimigo agora é outro”, filme policial brasileiro de 2010, é dirigido por José Padilha, que também escreveu seu roteiro, com Braulio Mantovani e estrelado por Wagner Moura.

 

Os acontecimentos de Tropa de Elite 2 ocorrem oito anos após os do primeiro filme. Um dos seus focos é o amadurecimento do então Tenente-Coronel Nascimento, personagem de Wagner Moura, que tem que lidar com problemas com seu filho adolescente. O filme também mostra o crescimento do BOPE e conflitos entre os policiais e milícias do Rio de Janeiro.

 

Lançado no Brasil em 8 de outubro de 2010, o filme recebeu considerável atenção da mídia, críticas majoritariamente favoráveis e, em 7 de dezembro do mesmo ano, tornou-se o filme mais visto da história do cinema brasileiro, com 11 milhões de espectadores – marca que não era superada desde 1976, quando o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos obteve 10,73 milhões.

 

Em 2011 foi indicado a 16 categorias do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro vencendo em 9, incluindo a de melhor longa, melhor direção e a de melhor ator por Wagner Moura. Em 20 de setembro de 2011, foi escolhido para ser o candidato brasileiro a uma indicação para o Oscar de melhor filme estrangeiro.

Fundação de Cultura do Estado divulga resultado do edital de audiovisual da Aldir Blanc

A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul torna público o resultado do “Prêmio Sul-Mato-Grossense de Audiovisual Abboud Lahdo – Lei Aldir Blanc”, publicado nesta segunda-feira, 16 de novembro de 2020, no Diário Oficial do Estado.

 

O objetivo é a premiação de propostas que contenham produtos culturais aptos a manter a Cultura de Mato Grosso do Sul viva e em circulação, sejam aqueles já produzidos antes ou durante o estado de calamidade pública em decorrência da pandemia mundial pelo SARS-CoV-2 (novo coronavírus) ou propostas de produtos culturais que possam ser produzidos no período permitido pela Lei Federal n.º 14.017/2020.

 

Os membros da Comissão Especial de Seleção, publicada no DOEMS n.º10.313, de 30/10/2020, p. 114, reuniram-se no período de 05 de novembro de 2020 a 11 de novembro de 2020, de forma virtual a fim de selecionarem as propostas inscritas no Edital acima mencionado.

 

Para a CATEGORIA ROTEIRO (roteiro para curta-metragem) foram apresentadas 20 propostas, das quais 3 foram desclassificadas na questão documental e/ou meritória, sendo que serão premiadas neste momento apenas aquelas que atingirem o número de vagas prevista no artigo 2º do Edital, ou seja do 1° lugar ao 10º lugar.

 

Para a CATEGORIA ROTEIRO (argumento para curta-metragem) foram apresentadas 10 propostas, das quais 4 foram desclassificadas na questão documental e/ou meritória, sendo que serão premiadas neste momento apenas aquelas que atingirem o número de vagas prevista no artigo 2º do Edital, ou seja do 1° lugar ao 10º lugar.

 

Para a CATEGORIA FINALIZAÇÃO foram apresentadas 12 propostas, das quais 4 foram desclassificadas na questão documental e/ou meritória, sendo que serão premiadas neste momento, apenas aquelas que atingirem o número de vagas prevista no artigo 2º do Edital, ou seja do 1° lugar ao 3º lugar.

 

Para a PRODUÇÃO (curta-metragem) foram apresentadas 22 propostas, das quais 3 foram desclassificadas na questão documental e/ou meritória, sendo que serão premiadas neste momento apenas aquelas que atingirem o número de vagas prevista no artigo 2º do Edital, ou seja do 1° lugar ao 10º lugar.

 

Para a PRODUÇÃO (videoclipe) foram apresentadas 34 propostas, das quais 23 foram desclassificadas na questão documental e/ou meritória, sendo que serão premiadas neste momento, apenas aquelas que atingirem o número de vagas prevista no artigo 2º do Edital, ou seja do 1° lugar ao 10º lugar.

 

As motivações das atribuições das notas em cada quesito previsto no artigo 2º do Edital para classificação em cada categoria, encontram-se descritas na ficha de avaliação de cada proposta, parte integrante e indissociável da ata, que foi lavrada pela presidente da Comissão, Lidiane Alves Lima Ferreira, e assinada pelos membros presentes nas análises.

 

Para conferir as propostas selecionadas basta clicar aqui. O prazo para interposição de recursos começa hoje (17.11) e vai até o dia 23 de novembro.

Festival On-Line da Melhor Idade tem primeira fase nesta segunda-feira, anuncia Fundesporte

Vai começar o Festival On-Line da Melhor Idade de Mato Grosso do Sul – Dança de Salão 2020. Casais de 20 municípios estão prontos para a disputa virtual, organizada pela Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte). A primeira fase tem início na segunda-feira (16.11) e contará com júri popular. Os vídeos com as apresentações para votação serão disponibilizados na página oficial da Fundação no Facebook e canal no YouTube.

 

Os municípios inscritos são Alcinópolis, Amambai, Anastácio, Bataguassu, Caarapó, Camapuã, Dourados, Glória de Dourados, Inocência, Itaporã, Ivinhema, Jaraguari, Maracaju, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Paranaíba, Selvíria, Sidrolândia, Três Lagoas e Vicentina.

 

A escolha da dança de salão deu-se por ser uma modalidade que pode ser desenvolvida em âmbito domiciliar, evitando possíveis aglomerações, em decorrência da Covid-19. A modalidade também faz parte dos tradicionais Jogos da Melhor Idade de Mato Grosso do Sul, criados em 2017, e migrados neste ano ao formato on-line, por serem direcionados a pessoas acima de 60 anos, um dos grupos mais suscetíveis às complicações do novo vírus.

 

“A Fundesporte teve de se reinventar nesse período tão complicado de pandemia em 2020 e não poderíamos, com todas as precauções, deixar de organizar um evento direcionado à população idosa, proporcionando qualidade de vida e bem-estar físico e psicológico”, destaca o diretor-presidente da Fundesporte, Marcelo Ferreira Miranda.

 

Segundo a gerente-geral de Desenvolvimento de Atividades Desportivas (Gedel) da Fundesporte, Karina Pereira Quaini, os casais estão animados para a competição. “Sentimos que, tanto nas reuniões com os gestores esportivos de cada município, quanto por mensagens, eles estão se sentindo muito motivados e agradecidos por a Fundesporte lançar um evento, mesmo on-line, num momento de pandemia, pensando nas pessoas idosas”.

 

 

Nas redes sociais já é possível notar o entusiasmo dos participantes, além de amigos e familiares. “Eles estão fazendo uma campanha para votação aos municípios participantes. Estão realmente se mobilizando e isso acaba também reunindo pessoas da família, amigos, familiares e demais pessoas de cada cidade, que vão acompanhar a competição”, finaliza Karina Quaini.

 

Como vai funcionar?

 

De acordo com o regulamento, as disputas serão em casal. Cada cidade terá a participação de um, que fará sua apresentação em casa ou em local escolhido pela Prefeitura. As secretarias municipais de esporte ou assistência social, responsáveis pelas ações voltadas à terceira idade, deverão designar um interlocutor para acompanhar o casal participante e auxiliá-lo, seguindo protocolos rígidos de biossegurança.

 

Na primeira fase, cada interlocutor municipal enviou à organização do Festival (Gedel/Fundesporte) um vídeo da apresentação do casal, no estilo Forró. A apresentação tem duração aproximadamente três minutos. Para a escolha dos melhores vídeos, será utilizada votação popular, com o prazo de 24 horas, em enquete nas redes sociais da Fundesporte. Os vídeos serão postados, no canal oficial do YouTube e página no Facebook, sempre às 8 horas, de 16 a 20 de novembro.

 

Já a semifinal terá como ritmo a valsa e os casais estarão dispostos em dois grupos. As apresentações, com a mesma duração, serão ao vivo e disponibilizadas no canal oficial da Fundação no YouTube. Nesta fase, cada casal será avaliado por cinco membros do júri técnico (organização) e popular.

 

A final, com seis duplas, também será ao vivo e terá como gênero musical o Chamamé. O formato de avaliação dos participantes será o mesmo da semifinal. O júri técnico, composto por especialistas em dança de salão, vai avaliar os quesitos ritmo, sincronismo, criatividade e expressão. Os três primeiros casais receberão troféu. Além disso, todos os participantes vão ganhar placa de homenagem.

 

Confira a ordem, por grupo de municípios, de publicação dos vídeos no Facebook e YouTube da Fundesporte, válida pela primeira fase:

 

Grupo A (16 de novembro, 8h): Alcinópolis, Inocência, Ivinhema e Selvíria

Grupo B (17 de novembro, 8h): Caarapó, Itaporã, Maracaju e Paranaíba

Grupo C (18 de novembro, 8h): Bataguassu, Camapuã, Nova Andradina e Novo Horizonte do Sul

Grupo D (19 de novembro, 8h): Amambai, Anastácio, Glória de Dourados e Sidrolândia

Grupo E (20 de novembro, 8h): Dourados, Jaraguari, Três Lagoas e Vicentina

Lucas Castro – Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte)

Grupo Arrebol Cultural da UEMS apresenta espetáculo de cordel no Mais Cultura

O grupo Arrebol Cultural, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), irá se apresentar Cordel do Amor Sem Fim na sexta-feira (20), último dia dos espetáculos de artes cênicas no Festival Mais Cultura. A transmissão ao vivo será às 18h, pelo canal da TV UFMS no YouTube.

 

O espetáculo conta a história de três irmãs: Carminha, Teresa e Madalena. Carminha ama José, que é apaixonado por Teresa, que por sua vez ama Antônio, viajante que Teresa conheceu no porto, no dia de seu noivado com José.

 

O desenvolvimento da história é à moda de cordel e surgiu com a ideia de retratar temas atemporais e universais, como a solidão, as agruras e delícias do amor, a espera e o relacionamento familiar entre mulheres. Segundo o grupo, a temática oportuniza pensar e discutir o protagonismo da mulher na sociedade e quais desdobramentos se dão a partir de suas escolhas.

 

Arrebol Cultural é um projeto de extensão composto por estudantes e egressos do curso de licenciatura em Artes Cênicas da UEMS, e membros da comunidade externa.

 

O Festival

 

De 16 a 25 de novembro será realizada a sexta edição do Festival Mais Cultura, evento anual que reúne apresentações culturais e artísticas, além de palestras e minicursos. Acompanhe o Portal UFMS e as redes sociais institucionais para se informar sobre a programação e participe!