Oficina durante o Campão Cultural mostra que capoeira é também para crianças

Campo Grande (MS) – Rostos fofinhos, concentrados, demonstrando alegria e atrevimento. A capoeira é também para os pequenos, sim! É o que demonstrou a Oficina de Capoeira para Crianças “Brincadeira de Angola”, ministrada pelo Mestre Liminha com auxílio do professor Sandrão na noite desta quinta-feira, 25 de novembro, durante o Festival Campão Cultural – 1º Festival de Arte, Diversidade e Cidadania, na Biblioteca Estadual, que fica no primeiro andar do Memorial da Cultura.

“Eu gosto de treinar os passos, da brincadeira do macarrão. Quando eu crescer, quero ser capoeirista”, diz a menina Carolina Bedoglin, de dez anos. Sua mãe, Vivian, também fez capoeira quando era adolescente, e sempre quis que a menina praticasse. “Eu sabia que era uma coisa bacana e queria apresentar esta atividade para ela. Na capoeira você faz muitas amizades, conhece outras pessoas, é diferente de fazer academia. Envolve música, é uma cultura, a ginga e os movimentos são bonitos”.

O Fábio Souza, pai da pequena Isis, de 7 anos, notou o desenvolvimento da menina desde que ela começou com as aulas de capoeira. “É bom para o desenvolvimento corporal, mental, para o condicionamento físico, e ela ama esse professor, ela ama capoeira. Antes de fazer essa atividade, ela não conseguia nem brincar direito e já se cansava. Hoje ela tem o raciocínio rápido. Escolhi a capoeira por envolver dança, música, por ser arte e cultura misturado”.

 

Mestre Liminha é mestre há mais de 30 anos, e atua há 21 anos como professor em escolas com a capoeira especificamente para crianças. “Eu uso o método do Mestre Ferradura, que é a ‘brincadeira de angola’, em que utiliza elemento do cotidiano das crianças, as cantigas infantis, elementos lúdicos. A criança brinca de capoeira no coletivo, em turminhas”.

Até a década de noventa, a capoeira era ensinada apenas para crianças acima de dez anos. Os mestres não aceitavam crianças menores, explica o Mestre Liminha. Hoje ele dá aulas para crianças a partir de oito meses. “Como o ser humano está mais individualista, é necessário saber como atrair as crianças, que têm todo o conforto em casa, os celulares, tablets, computadores, televisão, internet, etc. Com as crianças, trabalhamos movimentos como ‘ponte’, ‘bananeira’, movimentos equilibrantes, cada música, cada atividade é trabalhada num ritmo de brincadeira. Tudo tem que ser divertido, tem que fazer sentido para a criança”, explica o professor Sandrão, que participou das atividades com Mestre Liminha na oficina.

“A criança não tem referências sobre a cultura negra, então ela aprende essas referências aos poucos com elementos de historicidade durante as aulas, com a cultura de paz, aprende a lidar com o coleguinha, a criar afetividade entre o grupo. Os limites têm que ser claros: não pode colocar o colega em risco, quebrar os materiais, perturbar a aula. Ela começa brincando, começa a criar identidade. Na capoeira para crianças você não está necessariamente formando um capoeirista, você está formando um cidadão, que gosta de cultura, da sua história”, diz Mestre Liminha.

O Mestre diz que a capoeira está em todos os lugares: “nas escolas particulares, escolas públicas, nos projetos sociais, na alta sociedade na classe média. Aceita todas as diferenças, é contra o machismo, o bullying, o racismo, a homofogia, proporciona a inclusão e aceitar o limite do outro. Capoeira é amor e resistência. Capoeira é vida”.

Prefeitura de Campo Grande realiza o “1º Pet em Família” nos altos da Afonso Pena

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Subsecretaria do Bem-Estar Animal e do Centro de Controle de Zoonoses, realiza o “1º Pet em Família”. A ação acontece no dia 05 de dezembro, das 8h às 12h, em frente à Cidade do Natal.

 

O evento tem como finalidade incentivar as famílias a passearem com seu pet e aproveitarem o domingo com diversos serviços que serão ofertados no local, como concurso e desfile pet, distribuição de mudas frutíferas, orientação médico-veterinária, além da possibilidade de adotar um novo animal de estimação, disponível na feira que será instalada nos altos da Afonso Pena, além de outros serviços.

 

A subsecretaria do Bem-estar Animal de Campo Grande também estará arrecadando ração para cães e gatos, durante o evento, que será destinada para o Programa Banco de Ração e Utensílios.

Além de levar lazer e serviços para a população, a iniciativa tem o objetivo de alertar e conscientizar a população sobre o Dezembro Verde,  campanha  de conscientização sobre o combate ao  abandono e maus-tratos de animais, pois é contatado que este é um mês com maior registro desses casos.

 

O evento acontece em parceria com instituições públicas e empresas privadas. A programação prevê os seguintes serviços:

 

-Atividades para crianças sobre bem-estar animal, pintura facial;

 

-Atrações musicais;

 

-Concurso e Desfile Pet, com premiação com as categorias maior cão, menor cão, melhor fantasia e pet mais parecido com o tutor;

 

-Distribuição de mudas frutíferas pela Semadur;

 

-Entrega do selo empresa amiga dos animais, para empresas que fizeram doações para o Programa Banco de Ração e Utensílios da Subea;

 

-Feira de adoção do CCZ, com entrega aos adotantes de kit oferecido por instituições parceiras;

 

-Foodtrucks;

 

-Orientação médico-veterinária, vacinação antirrábica e vermifugação;

 

-Pipoca e algodão doce com distribuição gratuita;

 

-Produtos Pets;

 

-Sorteios de brindes.

 

 

Serviço – 1º Pet em Família da Subea

 

 

Interessados em participar do concurso e desfile pet poderão se inscrever no local do evento

 

Local: Altos da Afonso Pena, em frente à Cidade do Natal

 

Data: 5 de dezembro (domingo)

 

Informações: 2020-1397

 

 

 

 

 

Campão Cultural tem abertura oficial hoje na Esplanada Ferroviária de Campo Grande

Campo Grande (MS) – Hoje, 27 de novembro, a partir das 19h, na Esplanada Ferroviária, acontece a abertura oficial do Campão Cultural – I Festival de Arte, Diversidade e Cidadania, com duração de 14 dias de intensa programação em 20 locais e mais de 150 atrações artísticas espalhadas pela capital de Mato Grosso do Sul.

As atividades acontecem em vários espaços no centro de Campo Grande, em seis regiões da cidade envolvendo mais de 10 bairros e ainda nos distritos de Anhanduí e Rochedinho. Esse novo festival é uma realização do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Cidadania e Cultura de MS (SECIC) e Fundação de Cultura de MS (FCMS).

Para Gustavo Cegonha, diretor presidente da Fundação de Cultura de MS, “o Campão Cultural será um marco nessa grande retomada de eventos que estamos vendo em todo país, aqui no MS não seria diferente, com grande parte da população totalmente imunizada e também lembrando todos os protocolos de segurança, a cultura chegará para a população com espetáculos gratuitos, workshops e muitas atividades que trarão alegria nesse momento”. A programação mescla artistas de Mato Grosso do Sul e convidados de outros Estados, com nomes importantes da cena cultural contemporânea do País como Duda Beat e o rapper Djonga.

Já o secretário de Cidadania e Cultura, João César Mattogrosso, enfatiza que o festival é uma excelente oportunidade para interação do público com diversas frentes culturais. “O Campão Cultural já é um sucesso, sendo o grande encontro dos artistas com o público nesse caminho para retomada. São diversas atividades e neste sábado teremos a felicidade de fazer o lançamento com show do Atitude 67, um grupo que é daqui e hoje tem reconhecimento nacional”, ressalta.

O Festival homenageia seis grandes nomes da cultura de MS: Mestre Galvão, Zé Pretim, América Cardinal, Jair Damasceno, Givago Oliveira e Aurélio Vinícius, eles terão um espaço especial durante a cerimônia, uma forma de lembrar esses profissionais que tanto contribuíram para nossa cultura.

Após a abertura oficial haverá show com Renato Jackson e Atitude 67.

 

Foto ilustrativa: arquivo ZeroUmInforma

Transcine finaliza edição Parques da Capital com exibição de filmes no Jacques da Luz

Este é o quinto parque da Capital que o cineclube esteve em seu mais recente projeto

Nesta sexta-feira (26) finaliza a edição Parques de Campo Grande da cineclube Transcine – Cinema em Trânsito. O último espaço a receber o projeto é o parque Jacques da Luz, que na sexta-feira (26), às 18h, terá exibição. Na quinta-feira e sexta-feira, durante o dia, será ministrada oficina de vídeo na Escola Estadual Professora Izaura Higa. Toda a programação é gratuita.

 

A Transcine completou nesta quarta-feira (24) 9 anos de sua primeira exibição, feita na antiga rodoviária. As atividades dessa semana também serão uma celebração de aniversário.

 

Serão exibidos filmes do início do cinema, produções do fim do século 19 e início do século 20: documentários dos irmãos Lumiére; Viagem à Lua, de George Méliés; O Homem com a Cabeça de Borracha, de George Méliés; O Grande Roubo do Trem, de Edwin Porter; As Consequências do Feminino, de Alice Guy; O Diário de Glumov, de Sergei Eisenstein; e Um Cão Andaluz, de Luis Buñuel e Salvador Dalí.

 

Oficina de vídeo

 

Antes da exibição será ministrada uma oficina de vídeo na Escola Estadual Professora Izaura Higa. A oficina terá um formato dinâmico e será oferecido um guia de linguagem audiovisual aos inscritos. Durante a parte teórica será trabalhado conteúdo sobre os diferentes aspectos da linguagem audiovisual, sua história, evolução das narrativas e a tecnologia envolvida nessa experiência.

 

Ainda será ministrado conteúdo sobre a sensibilização do olhar, detalhando os aspectos importantes da composição fílmica e ao mesmo tempo a relação com o outro, com o espaço e com as diferenças que o compõem. Na parte prática o aluno irá aprofundar esse olhar produzindo curtas-metragens, intitulados “Vidículos”, no próprio parque. As imagens serão captadas através dos celulares e/ou câmeras, de acordo com o instrumento que o inscrito tiver em mãos. Esses filmes serão divulgados nas redes sociais do projeto.

 

Essa edição do Transcine foi contemplada com recursos do FMIC – Fundo Municipal de Investimentos Culturais, da Sectur – Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, por meio da Prefeitura de Campo Grande.

 

Para mais informações acesse as redes sociais do projeto: Facebook (@transcinecg) e Instagram (@transcinecg), ou pelo whatsapp 67 98413-3442.

 

Serviço: O parque Jacques da Luz, onde haverá exibição do Transcine na sexta-feira (26) a partir das 18h, fica no cruzamento das ruas Barreiras e Copaíba, Moreninha III.

 

Em Dourados, circuito cultural com oficinas de fotografia para alunos da rede pública

Com apoio do Instituto CCR, a base móvel da ONG ImageMagica percorrerá os municípios sob influência da CCR MSVia

 

Refletir sobre o futuro utilizando a fotografia como ferramenta: esta é a missão dada aos alunos de escolas públicas em cidades do Mato Grosso do Sul (MS) pelo projeto FotoItinerante, com apoio da CCR MSVia. Apresentada pelo Ministério do Turismo e Instituto CCR, a ação cultural, realizada pela ONG ImageMagica, tem a contribuição da Lei de Incentivo à Cultura.

Os encontros iniciaram-se no último dia 22, contemplando escolas públicas de Mundo Novo e Juti. O município de Dourados também receberá a ação, que será realizada nesta quinta-feira (25/11), na Escola Municipal Aurora Pedroso de Camargo, e na sexta-feira (26/11), na Escola Municipal Sócrates Câmara, com uma série de atividades interativas.

“Adaptamos a primeira parte da oficina fotográfica no formato virtual para acompanhar a nova rotina dos alunos em tempos de pandemia. Neste semestre, momento em que as escolas se adaptam às aulas presenciais, é uma oportunidade de encerrar o ciclo das atividades de uma forma mais completa”, conta Andreza Portela, coordenadora do projeto.

Além de abordar questões técnicas para produzir uma foto, as aulas virtuais também promovem desafios fotográficos sobre temas de interesse público, baseado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), lançados pela ONU, a fim de despertar em cada aluno a possibilidade de usar a linguagem fotográfica como uma ferramenta crítica e de expressão.

Circuito Cultural

 

Uma das atividades acontece dentro da unidade móvel: no caminhão, os alunos entram na câmera escura, um ambiente que simula como funciona uma câmera fotográfica por dentro. É um momento cheio de surpresas e descobertas, em que os alunos aprendem, na prática, sobre a formação da imagem e incidência da luz.

Já as fotografias realizadas pelos alunos durante a oficina online são impressas e transformadas em uma linda exposição. Ela estará aberta para a visitação de toda a comunidade, aumentando o impacto das fotografias e das mensagens criadas pelos alunos.

Protocolo de prevenção da Covid-19

Durante todo o andamento do projeto serão seguidas as orientações da OMS para prevenção da Covid-19, como o uso de máscaras, distanciamento social e higienização constante das mãos.

Serviço

Projeto FotoItinerante em Dourados

 

Data: 25/11

Local: Escola Municipal Aurora Pedroso de Camargo

Endereço: Rua Projetada 5, 655, Canaã I

Data: 26/11

Local: Escola Municipal Sócrates Câmara

Endereço: Rua Projetada 5, 655, Canaã, 1

Sobre o Instituto CCR: O Instituto CCR é a entidade privada sem fins lucrativos que gerencia o investimento social do Grupo CCR, proporcionando transformação com apoio a projetos via leis de incentivo, campanhas institucionais e por meio dos programas proprietários: o Caminhos para a Cidadania – atendendo mais de 1,3 mil escolas, e o Estrada para a Saúde – presente em seis regiões. O foco do Instituto CCR é em inclusão social por meio de iniciativas de geração de renda, saúde, educação, cultura e esporte. Desde a sua criação em 2014, já foram gerenciados R$ 163 milhões, e, somente em 2020, cerca de 2,5 milhões de pessoas foram impactadas em comunidades de 115 cidades, situadas em trechos de atuação das concessionárias da companhia. Saiba mais em www.institutoccr.com.br.

Sobre a CCR MSVia:  A Concessionária de Rodovia Sul-Matogrossense S.A., mais conhecida como CCR MSVia, é uma concessionária de rodovias brasileira fundada em 2014, responsável pela gestão de 845,4 quilômetros da BR-163 no trecho sul-mato-grossense, entre as cidades de Mundo Novo, na divisa com o estado do Paraná ao Sul, e Sonora, na divisa com o Mato Grosso ao Norte. Seu controle acionário pertence ao Grupo CCR.

ImageMagica: Fundada pelo fotógrafo e empreendedor social André François, a ImageMagica tem como missão promover o desenvolvimento humano por meio da fotografia. Com a convicção de que a transformação começa pelo olhar, a ONG desenvolve ações nas áreas de educação, saúde e cultura estimulando as pessoas a refletirem sobre o seu entorno e, assim, transformarem a si próprias e o ambiente onde vivem. Desde 1995, já foram mais de 400 mil olhares transformados com projetos realizados em 19 países. Saiba mais em: https://imm.ong/

Semana da Música Sesc traz atrações todas as noites para os amantes do pop ao clássico

Entre os dias 22 e 26 de novembro, o Sesc Cultura, integrante do Sistema Comércio realiza a Semana da Música, com importantes artistas, e mostra o que há de novo no mercado da música brasileira e internacional.

 

O pianista Rodrigo Falson, é o convidado da live “Recital de Piano – Dia da Música”, comemorado no dia 22 de novembro, mesma data de abertura da Semana. O evento começa às 20h e a apresentação online acontecerá nos canais do YouTube Sesc MS e IFMS.

 

Ontem (23), o Duo Cunha fez uma apresentação presencial  na Sala de Música do Sesc Cultura, em Campo Grande. O pianista NILLO CUNHA e a Soprano ALICE CUNHA apresentaram o recital Canções Brasileiras.

 

Hoje (24), também no Sesc Cultura, em evento aberto ao público, é a vez da apresentação de música e ballet no átrio do Sesc Cultura a partir das 19h. Quem fará o evento é o Coral, a Camerata e o Balé do Sesc Lageado.

 

O recital do Grupo Tríade Musical faz a apresentação do Vozes & Cordas: EnCantar, a partir das 19h do dia 25 de novembro. O evento presencial será realizado na sala de música do Sesc Cultura, com capacidade de 40 lugares.

 

Encerrando a programação, os alunos de música e ballet do Sesc Lageado farão uma apresentação virtual a partir das 19h, no canal do Sesc no YouTube.

 

Serviço – Informações pelo telefone (67) 3311-4300 ou pelo WhatsApp (67) 3311-4417. Acompanhe as ações do Sesc Cultura @sescculturams e Facebook/sescculturams.

 

Exposição mostra como seria Brasília desenhada por outros arquitetos

Brasília como é; e Brasília como poderia ter sido. Essa é a reflexão que o público poderá fazer ao visitar, no Centro Cultural Três Poderes da capital federal, o Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, onde está em cartaz até 16 de dezembro a exposição Outra Brasília Nunca Mais – Uma Exposição em Realidade Aumentada.

 

Nela, estão os sete projetos finalistas que, entre 1956 e 1957, disputaram o Concurso Nacional da Novacap que definiu as linhas da cidade que Juscelino Kubitschek construiria nos anos seguintes.

 

As sete propostas urbanísticas para a construção de Brasília possibilitam, ao público, imaginar como seria o futuro, caso o projeto desenhado por Lúcio Costa, de uma cidade no formato de um avião, não tivesse vencido o concurso.

 

Exposição Outra Brasília Nunca Mais
Exposição Outra Brasília Nunca Mais – Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

 

 

A exposição contará com réplicas dos projetos que apresentam como seriam as “outras Brasílias”, inclusive em 3D. Haverá também áudios explicativos em português e inglês, além de textos e desenhos em Braille, e recursos de audiodescrição. Estudantes de arquitetura da Universidade de Brasília (UnB) estarão no local para dar apoio à visitação.

 

Segundo os organizadores da exposição, que tem como curador o arquiteto e urbanista Pedro Daldegan, o edital preparado na época pela Novacap “foi pouco exigente quanto à justificativa técnica das propostas, solicitando apenas um traçado básico da cidade com a localização das principais instalações e um memorial descritivo”.

 

Assim sendo, todos os 26 projetos apresentaram, em algum ponto, o pensamento do arquiteto franco-suíço Le Corbusier (pseudônimo de Charles-Edouard Jeanneret-Gris), que defendia a “prioridade das questões socioeconômicas no projeto de uma cidade”.

 

A comissão julgadora então acabou por classificar sete concorrentes, organizando-os pelas “virtudes comuns”. Lúcio Costa foi o vencedor; um foi vice (Boruch Milman); dois ficaram em terceiro lugar (Levi e o escritório MMM Roberto), cabendo a outros três a divisão da quinta colocação.

 

Exposição Outra Brasília Nunca Mais
Exposição Outra Brasília Nunca Mais – Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

 

 

Daldegan, que também é diretor, roteirista e cenógrafo, considera “feliz” a decisão do júri do concurso, que dividiu as cinco premiações com os sete planos finalistas. “Foi uma forma de contemplar os grandes nomes da arquitetura moderna brasileira”, disse ao lembrar que a proposta de Lúcio Costa “foi quase unanimidade entre o júri nacional e internacional”.

 

O curador lembra que, em 1987, todo o conjunto arquitetônico foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade. “Foi reconhecido pelas relações entre as quatro escalas urbanas: a monumental, a residencial, a bucólica e a gregária, além de sua arquitetura inovadora.”

 

AGÊNCIA BRASIL

Oficina gratuita de vídeo estimula aprendizagem de adolescentes na Capital

Uma das linguagens artísticas mais presentes na vida das pessoas, seja pelo cinema ou por aplicativos das redes sociais, o audiovisual tem o potencial de desenvolver a formação cognitiva de adolescentes.  É deste ponto de partida que a Transcine – Cinema em Trânsito, dentro do seu projeto mais recente “Edição Parques da Cidade”, percorre bairros da periferia da Capital para realizar oficinas de vídeo com alunos de escolas públicas e Ongs.

 

Além das oficinas de vídeo, o projeto da Transcine, “Edição Parques da Cidade”, promove sessões de cinema pela periferia de Campo Grande. Toda uma ação realizada com recursos do FMIC – Fundo de Investimentos Culturais, da Sectur – Secretaria de Cultura e Turismo, órgão vinculado à Prefeitura de Campo Grande.

 

“A Transcine tem realizado sessões de cinema pelos bairros e, posteriormente, promove a oficina de audiovisual com adolescentes dessas comunidades. É uma  forma de estimular a criatividade e o conhecimento dessa geração que tem muito contato com o audiovisual, principalmente, através de mídias como Youtube, Instagram e TikTok”, pontua Cátia Santos, fotógrafa e uma das idealizadoras do projeto.

 

Da teoria à prática

 

Ao todo, três oficinas já foram concluídas: Escola Estadual Sebastião Santana de Oliveira/Conj. José Abrão; Escola Cívico Militar Professor Alberto Elpídio Ferreira Dias – Prof. Tito/Jardim Anache e Escola Estadual Neyder Suelly /Aero Rancho.

 

Atualmente, uma está em execução – bairro Noroeste – até sexta-feira (19), no Instituto Guataverá. Em seguida, será a vez do Conjunto Moreninhas receber a atividade nos dias 25 e 26 de novembro. A estimativa é de que o projeto já tenha reunido mais de 70 alunos.

 

“Aprendi técnicas de edição de vídeos que desconhecia e vi que muita coisa que eu fazia não era certo, tipo na hora de enquadrar imagens ou coisas parecidas e o legal é que vou poder fazer um trabalho da escola com o que aprendi”, conta Raíssa Pessoa, da escola cívico militar Prof Tito – Jardim Anache.

 

Para Marcelo José, do bairro José Abrão, as aulas irão extrapolar o ambiente escolar. “Faço parte do grupo de jovens da igreja e participo, às vezes, das filmagens. A oficina veio me trazer mais segurança na hora de produzir algum material, principalmente, porque no final do curso a gente produz um curta em grupo que é a oportunidade de testar tudo o que vi na teoria”.

 

“É extraordinária a ideia das oficinas em bairros pela cidade, pois ajuda a abrir os horizontes dos jovens porque não é só editar vídeos, nas aulas, os alunos recebem apostila, assistem trechos de clássicos do cinema. Tudo isso fica de bagagem cultural para eles que, em nosso colégio, terá a missão de replicar junto de professores e colegas”, explica Francisco Carlos Rojas, coronel aposentado do Exército e diretor adjunto da escola Professor Tito.

 

“Acredito que estamos atingindo  o nosso objetivo que é estimular o interesse pelo cinema através de oficinas vídeo, utilizando o audiovisual como instrumento de aprendizagem para essa geração que, praticamente, nasce com um celular na mão”, finaliza, em tom humorado,  a produtora cultural do e integrante da Transcine, Mariana Sena.

Artes visuais dos quatro cantos do país marcam programação do “Campão Cultural”

Festival recebe artistas renomados, como Auá Mendes, VJ Suave, Mário Campioli, Gramaloka e Hyper, inova com mostras tecnológicas e uma programação que revela a pluralidade da cultura brasileira  

Campo Grande (MS) – Arte nos mínimos detalhes: a possibilidade dos olhos descansarem. Essa é a premissa das obras dos 21 artistas que assinam e imprimem seu DNA em pinturas, projeções e demais intervenções arte visuais que estarão à disposição da população campo-grandense durante o “Campão Cultural – I Festival de Arte, Diversidade e Cidadania”, que acontece entre 22/11 e 05/12 na capital sul-mato-grossense. O festival vai proporcionar uma rara conexão entre os artistas visuais de Mato Grosso do Sul com os de Minas Gerais, Amazonas, São Paulo e Rio de Janeiro, proporcionando ao público do festival a oportunidade de ter contato com mostras tecnológicas e a pluralidade cultural brasileira por meio das artes visuais.

“O festival vai conectar artistas sul-mato-grossenses e de diversos estados em uma grande mostra. Além disso, esta é a primeira vez que teremos uma programação, na área de artes visuais, com mostras tecnológicas, como exposição imersiva que ativa aspectos sensoriais e mostras via mapping nas fachadas de alguns prédios históricos da cidade. A intenção é revelar as diversas possibilidades que temos de ‘sair da caixa’ e expor todo e qualquer trabalho artístico, ou seja, a criação artística está muito além do tradicional”, pontua Marilena Grolli, artista visual, curadora da Mostra Diversos e gestora de artes do Núcleo de Artes Visuais da Difusão Cultural da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS).

Grolli ainda destaca na programação dois workshops que têm a finalidade de imersão entre público e artistas. “Isso reforça um dos objetivos da iniciativa, que é o Festival não ser apenas algo passageiro. A ideia é de que todos possam, literalmente, ‘entrar’ na obra”, ilustra a gestora da FCMS. Um dos workshops é com o artista, maquiador, produtor de efeitos especiais em maquiagem, escultor e fotógrafo com trajetória nacional e internacion al Mário Campioli (RJ) sobre a “Body Art”, ou arte do corpo, uma vertente da arte contemporânea que toma o corpo como meio de expressão e/ou matéria para a realização dos trabalhos, associando-se frequentemente a happening e performance. Ele irá, de forma prática, ensinar técnicas deste processo artístico.

Já Natacha Figueiredo (MS) vai comandar o workshop sobre “Arte Digital”. O participante receberá um panorama do uso das ferramentas digitais no desenho e na pintura, como, por exemplo: o mapping. A ministrante é formada em Web design (UCDB), Tecnologia de Desenvolvimento de Sistemas Web (UCDB) e Arquitetura e Urbanismo (UFMS), e nessa ocasião irá disponibilizar seu conhecimento adquirido em 20 anos como animadora gráfica e artista visual.

Entre os artistas que compõe toda a programação, que vai desde exposição coletiva imersiva, cursos, até palestras e outras intervenções, a Capital também será palco de uma Live Paint com Gramaloka e Hyper (MG). Um collab entre os artistas visuais Gramaloka e Hyper fará com que Campão, não só presencie a construção de um graffiti em lateral de prédio no centro da cidade, mas também, e de forma crítica, a experiência de ver surgir uma obra que evidencia as etnografias e os povos originários locais esquecidos pela sociedade.

Outro duo de artistas que está entre os destaques no cenário é VJ Suave (SP). Ygor Marotta e Ceci Soloaga ministram a “Vivência Tagtool” no Armazém Cultural. Os artistas, junto aos participantes, vão criar desenhos e animações. Os integrantes vão vivenciar como é ser um artista digital, desde a criação e animação dos próprios personagens até a projeção em movimento.

Em consonância com o principal tema do “Campão Cultural”, a palestra “Transvisual” da artista visual Auá Mendes (AM), indígena transvestigênere manauara do Amazonas que utiliza suas obras como ferramenta de fala e política, do corpo marginalizado indígena, travesti e preta. “No meu trabalho eu penso trazer mais a existência dos corpos marginalizados como um elemento natural e não como uma existência necessária, pois hoje em dia estamos sempre nessa batalha sobre ocupar os espaços que são nossos. Eu quero que no futuro, essa obrigação de procurar o espaço de fala não seja mais necessária, pois estaremos nos espaços que são nossos”, afirma Auá Mendes. As obras da artista visual também estarão expostas durante a “Mostra Diversos”, juntamente aos demais artistas locais, disponíveis na “Galeria América Cardinal”, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, durante todo o festival.

CAMPÃO CULTURAL

ARTES VISUAIS

 

PROGRAMAÇÃO

 

22/11 (Seg) a 05/12 (Dom)

9h às 22h

Exposição América Cardinal

JÚLIO CABRAL (MS)

JEANNE KARLA (MS)

JONIR (MS)

MÁRCIA ALBUQUERQUE (MS)

DUDU AZEVEDO (MS)

ERICKA PEDRAZA (MS)

GAPHOMETT (MS)

GABRIEL (MS)

REBECA RODRIGUES (MS)

MARIA CHIANG (MS)

AUÁ MENDES (SP)

VJ SUAVE (SP)

Local: Centro Cultural José Octávio Guizzo

Rua 26 de Agosto, 453. Centro

 

23/11 (Ter) a 04/12 (Sáb)

Live Paint com GRAMALOKA e HYPER (MG)

Local: 14 de Julho – Centro

 

24/11 (Qua)

 

8h às 11h30

Workshop Mural Arte Show

PATY LADYS (MS)

13h às 16h30

ERICKA PEDRAZA (MS)

Local: Escola Municipal Sulivan Silvestre Oliveira

Rua Terena. Loteamento Marçal de Souza

 

25/11 (Qui)

 

8h às 11h30

Workshop Mural Arte Show

LEONARDO MARECO (MS)

13h às 16h30

PEDRO VASCIAVEO (MS)

Local: Escola Municipal Professora Ana Lúcia de Oliveira Batista

Rua Perciliana Barbosa Ferreira, 540 – Jardim Paulo Coelho Machado

 

25/11 (Qui) e 26/11 (Sex)

03/12 (Sex) e 04/12 (Sáb)

18h às 22h

SUAVECICLO

Mapping nas fachadas do Armazém Cultural, Hotel Gaspar, Morada dos Baís com a coletiva de 10 artistas regionais, Auá Mendes (SP) e VJ Suave (SP)

Local: Centro da Cidade

 

26/11 (Sex)

 

9h às 18h

Workshop Body Art

MÁRIO CAMPIOLI (RJ) e NATASHA FIGUEIREDO (MS)

Local: Centro Cultural José Octávio Guizzo

Rua 26 de Agosto, 453 – Centro

Inscrições no link: https://forms.gle/4BqwuuiRYTXAL9DS7

 

27/11 (Sáb)

 

18h

Vivência Tagtool no Armazém Cultural

VJ SUAVE (SP)

Projeção das animações criadas em tablets pelos participantes

Local: Esplanada Ferroviária

Av. Calógeras, 3143. Centro

 

30/11 (Ter)

 

8h às 17h

Workshop Mural Arte Show

PATY LADYS e ERIKA PEDRAZA (MS)

Local: Associação de Moradores do Bairro Santa Emília

 

01/12 (Qua)

 

8h às 11h

Workshop Mural Arte Show

LEONARDO MARECO e PEDRO VASCIAVEO (MS)

Local: Escola Estadual Padre João Greiler

Rua Macunaíma, 199. Conjunto Residencial Estrela do Sul

 

02/12 (Qui)

 

8h às 11h30

Workshop Mural Arte Show

PATY LADYS (MS)

Local: Escola Municipal de Educação Infantil Cordeirinhos de Jesus

Rua Armando Holanda, 246. Conjunto José Abrão

 

13h às 16h30

Workshop Mural Arte Show

PEDRO VASCIAVEO e LEONARDO MARECO (MS)

Local: Escola Estadual Sebastião Santana de Oliveira

  1. Armando Holanda, 318. Conjunto José Abrão

 

03/12 (Sex)

 

18h às 22h

SUAVECICLO

Mapping nas fachadas do Armazém Cultural, Hotel Gaspar, Morada dos Baís com a coletiva de 10 artistas regionais, Auá Mendes (SP) e VJ Suave (SP)

Local: Centro da Cidade

 

19h30

Palestra TRANSVISUAL

AUÁ MENDES (AM)

Local: Centro Cultural José Octávio Guizzo

Rua 26 de Agosto, 453 – Centro

Inscrições no link: https://forms.gle/s7H3BTYFjerjH9Mb6

 

05/12 (Dom)

 

17h30 – Concentração

18h – Saída

Passeio de bicicleta e mapping nas fachadas do centro da cidade

VJ SUAVE (SP)

Local: Praça do Rádio Clube

Av. Afonso Pena – Centro

 

INFORMAÇÕES

@festivalcampaocultural