Fórum de Gestores de Cultura fortalece a interação entre Estado e municípios

 

Ontem 20 de setembro, aconteceu no auditório da UEMS a reunião para apresentar a proposta da criação do Fórum de Gestores e Dirigentes Públicos Municipais de Cultura de Mato Grosso do Sul. Os principais objetivos do Fórum são a retomada do Prosimc, que é o projeto de apoio à estruturação dos Sistemas Municipais de Cultura, e a integração das políticas públicas estaduais com os municípios, ou seja, abrir um canal de comunicação do Estado com os municípios.

 

 

Abrindo a reunião, a diretora geral da Fundação de Cultura, Mariana Rondon, explicou aos presentes que uma das competências da Fundação de Cultura de MS é prestar auxílio aos municípios. “Neste momento de retomada, a sociedade pede um olhar com mais carinho para a cultura, pois a retomada não é só dos eventos culturais, mais também uma retomada da economia. O governador Reinaldo Azambuja teve esse olhar ao lançar o pacote da Retomada. Desejo que todos tenham um bom aproveitamento neste evento”.

 

 

O diretor-presidente da Fundação de Cultura, Gustavo Cegonha, atua há mais de 30 anos na área cultural e considera ser um desafio estar à frente a Fundação da Cultura. Ele elencou as diversas ações que foram realizadas pelo órgão no período de sua gestão, como a Lei Adir Blanc, o Mapa Cultural, a finalização do FIC 2019 e a elaboração dos editais do FIC 2021 e 2022, o projeto Som da Concha 2021 em formato híbrido, o Festival de Arte e Cultura de MS – Diversidade e Cidadania, o projeto MS meu Samba, o MS Cultura Cidadã III, a reestruturação dos equipamentos culturais incluídos no projeto da Retomada e o fomento ás atividades artísticas dos municípios. “Só temos a agradecer ao governador Reinaldo Azambuja, que em todo o momento atendeu às nossas demandas. Estamos num momento de valorização e apoio aos gestores culturais, Vamos juntos desenvolver uma política cultural democrática que possa atender a todos”.

 

 

O diretor-presidente da Fundação de Turismo, Bruno Wendling, afirmou que Turismo e Cultura sempre se confundem. “O Turismo é um dos instrumentos para que a cultura tenha sustentabilidade. A Cultura precisa dos consumidores. É fundamental o papel da FCMS e Secic no desenvolvimento da Cultura, um dos principais motivadores do turismo. Temos que pensar na longevidade da cultura no Estado e nos municípios. A Fundação de Turismo vem apoiando eventos que geram fluxo, proporcionando incentivos também para consumir cultura. Desejo um ótimo Fórum para os gestores municipais”.

 

O secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel, falou sore o momento difícil que a cultura e, de forma geral, os demais setores atravessam devido à pandemia. “Atravessamos um momento muito difícil, mas aos poucos fomos encontrando nossas respostas. Este evento de hoje é simbólico porque traz um conceito central no governo que é o municipalismo. A Cultura tem uma característica importante: não estamos bem conosco mesmos se não resgatarmos nossa identidade. Por isso temos um esforço enorme de melhorar a capacidade do turismo, de ampliar as possibilidades investindo em infraestrutura. Estamos construindo as mudanças que estão acontecendo. Espero que os participantes deste evento saiam daqui com uma visão mais convergente, afinada, com uma proposta para podermos realizar mais pela nossa gente. Estamos voltando à normalidade, para reconstruir o futuro, nossa identidade, que foi aviltada nesse processo durante a pandemia, e a cultura tem nisso um papel muito importante”.

 

 

Para o secretário adjunto da Secic, Eduardo Romero, ser gestor de cultura é um desafio. “Recebemos pedidos os mais diversos, e o que percebemos que há em comum nesses pedidos é a necessidade de políticas públicas que possam garantir que se abram caminhos para que as coisas aconteçam. Este é um evento para que a gente possa sintonizar a política pública para que ela chegue na ponta, onde precisa, para que os gestores públicos saibam onde buscar ajuda, como fechar essas parcerias, para que a gente possa junto fazer mais e melhor. A política pública só poder ser pública se for feita por todos nós”.

 

“Hoje é um grande dia para todos nós”, afirmou a deputada Mara Caseiro. “A cultura faz parte de todos nós, a gente já nasce com a cultura dentro de nós. A experiência e o crescimento que tive enquanto diretora-presidente da Fundação de Cultura devo a vocês, servidores da FCMS. Foi um grande aprendizado. Nosso Estado tem característica marcante da diversidade cultural, somos uma mistura linda de vários povos. São várias as matrizes culturais que nos singularizam. Cultura é renda, é emprego, é oportunidade, não é só entretenimento. Parabenizo o João César Mattogrosso, o Gustavo Cegonha e todos os que estão na Cultura neste momento. Gestores municipais, aproveitem este momento. Sonhem junto com a Secic e FCMS”.

 

O secretário estadual de Cidadania e Cultura, João César Mattogrosso, afirmou que, depois de conversar com o governador, teve a certeza de que estava indo para o lugar certo na gestão da pasta, que afirmou ele ser bastante abrangente. “Com a força de vontade do governador Reinaldo Azambuja e o trabalho de vocês, vamos deixar nossa marca na Cultura. O Governo do Estado está chegando ao valor de cem milhões de reais para a Retomada da Cultura. A intenção desse Fórum é que essa assistência para que vocês possam participar dos editais em suas cidades, selecionar o que vocês querem levar para o município de vocês. Aproveito para anunciar um projeto grandioso que estamos preparando, uma surpresa, que lançaremos em outubro, por ocasião do aniversário de criação do Estado, e vamos iniciar em novembro. Aguardem. Um excelente Fórum e obrigado a todos”.

 

 

Na reunião foi apresentada a nova estrutura da Secretaria de Cidadania e Cultura de MS, e num segundo momento, a ideia é oferecer cursos e oficinas por meio do Fórum para integrar os municípios com os editais públicos e as ações da Cultura do Estado. Foram apresentados os gestores estaduais e municipais de Cultura e feita uma pequena apresentação dos Editais da Fundação de Cultura de MS e do Sistema Estadual de Bibliotecas.

 

Presente na reunião, o diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura de Maracaju, Rafael Fernandes Jara, disse que veio buscar aprendizado e parcerias para consolidar o elo entre os municípios e o Estado. “Estamos há oito meses à frente da pasta da Cultura, uma gestão nova, estamos resgatando a cultura do município e buscamos fortalecer este elo com o Estado. A cultura foi a primeira a parar com a pandemia, mas graças a Deus, estamos retomando aos poucos. Buscamos alavancar a Cultura em nosso município”.

 

 

O diretor-presidente da Fundação da Cultura e do Patrimônio Histórico de Corumbá, Joilson Silva Cruz, veio buscar um maior intercâmbio com o Estado, conhecer a nova estrutura da Cultura estadual e os novos gestores. “Este momento é ímpar, de acolhimento dos gestores municipais, fazendo com que a gente se capacite para levar para o nosso município o que nossos artistas e a população anseiam. Durante a pandemia, fizemos muitos editais para ajudar os artistas, tivemos, de forma reduzida, uma programação virtual, mas graças a Deus, estamos respondendo a sede dos artistas e do público, e vamos retomando aos poucos. Foram momentos difíceis para a classe artística de Corumbá, que tem um potencial cultural e patrimonial muito grande”.

 

 

Ao final dos trabalhos, o diretor-presidente da Fundação de Cultura, Gustavo Cegonha, agradeceu a todos. “Este é um momento importantíssimo para nossa retomada. A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul está de portas abertas para todos vocês

”.

A primeira etapa de capacitações do Prosimc para os gestores municipais de Cultura iniciam em outubro e seguem até dezembro de 2021. A programação será divulgada em breve pela Fundação de Cultura.

Sistema Estadual de Museus de MS divulga programação a 15ª Primavera dos Museus

 

Com programação extensa, a 15ª Primavera dos Museus acontece de 20 a 26 de setembro com ações conjuntas e com a participação de 13 instituições parceiras de Mato Grosso do Sul. A Primavera dos Museus é um evento idealizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), cuja organização e coordenação no Estado fica à cargo do Sistema Estadual de Museus de MS (SIEM/MS). O Sistema é ligado à Fundação de Cultura de MS e agrega os diversos museus instalados no estado de Mato Grosso do Sul, atuando em parceria com estas instituições, buscando parcerias e prestando assessoria técnica nesta área. As instituições presentes no estado são ligadas ao setor público (federal, estadual e municipal), além de universidades e associações privadas.

 

Diante da pandemia do Covid 19, a 15ª edição da Primavera dos Museus propõe o tema – Museus: perdas e recomeços – para refletir a função dos museus neste momento. Como espaços de convergência da experiência humana, sejam elas experiências sociais, históricas ou artísticas, os museus proporcionam um reencontro com a história. Como repositórios de experiências e emoções podem ser, também, espaços individuais e coletivos de superação e de reinvenção.

 

“A temática deste ano reflete o momento atual para o setor museal, com tantas vidas perdidas e tantas histórias interrompidas prematuramente. Os museus, como espaços de salvaguarda da memória e da história da sociedade nos chamam para essa reflexão, do que perdemos neste período e de como faremos para retomar, para recomeçar neste novo normal”, explicou o coordenador do SIEM/MS Douglas Alves da Silva.

 

Participam da temporada de eventos da 15ª edição da Primavera dos Museus no Estado, o Sistema Estadual de Museus de MS/FCMS, a Rede de Educadores de Museus de MS, o Arquivo Público Estadual de MS, a Biblioteca Pública Dr. Isaías Paim, a Casa Dr. Gabi – Espaço de Memória, a Casa da Ciência e Cultura de Campo Grande, o Museu José Antônio Pereira (SECTUR/Prefeitura Municipal de Campo Grande), o Museu da Imagem e do Som – MIS/MS, Museu de Arqueologia – MuArq/UFMS, o Museu de Arte Contemporânea – MARCO, o Museu de Arte Urbana de Campo Grande/MS – MuAU, o Museu das Culturas Dom Bosco – MCDB/UCDB e o Museu Municipal de Maracaju – Domadora Anna Thereza de Lima Alves.

 

As ações acontecerão em formato híbrido em Campo Grande, Corumbá e Maracaju. Os eventos remotos serão transmitidos ao vivo pelas redes sociais (Facebook e Instagram) da Fundação de Cultura de MS e dos museus parceiros. Confira a programação completa aqui.

 

Domingo na 14 terá historinha batucada, circo de bolso e apresentação de blues

 

O Domingo na 14, parceria entre o Sistema Comércio – Sesc e a Prefeitura de Campo Grande, terá muitas atividades para toda a família neste dia 19 de setembro, todas elas abertas ao público, com início marcado para às 17h.

 

Quem abre a programação é o grupo Batucando Histórias contará histórias musicadas voltadas ao público infantil com textos e melodias autorais, por meio da adaptação de enredos com contação de histórias, cantigas e humor.

 

Às 18h tem o Tradicional Pocket Show, uma apresentação de bolso com o Circo Le Chapeau. A proposta é uma viagem aos circos itinerantes, também conhecidos como “circos tradicionais” brasileiros, revelando a correria do artista, que participa de todo o processo, antes mesmo e depois do espetáculo. Em cena, malabaristas, acrobatas, equilibristas, bailarinas e muito mais, “Tradicional Pocket Show” transforma qualquer lugar em um verdadeiro circo sem lona.

 

Para fechar o domingo, às 19h tem apresentação da banda Whisky de Segunda, com um repertório composto por músicas autorais e reinterpretações de artistas renomados do blues.

 

Informações pelo telefone (67) 3311-4300 ou pelo WhatsApp (67) 3311-4417. Acompanhe as ações do Sesc Cultura @sescculturams e Facebook/sescculturams.

Banda Projeto Kzulo lança single “Gaia” do seu primeiro EP “Braslumbia”

O novo single da banda Projeto Kzulo, “Gaia” já está disponível nas plataformas digitais (Spotify e Youtube). A música é a primeira das cinco músicas lançadas dentro do EP “Braslumbia”, o primeiro do grupo musical que mistura a brasilidade com outros ritmos latinos.

 

Formado por seis músicos, o Projeto Kzulo decidiu fazer o lançamento do EP música por música. O guitarrista da banda, Lucas Rabelo, explica o motivo da escolha. “Faremos assim porque cada canção tem sua individualidade, tema e, também, ritmo. Gaia, por exemplo, trata da questão da mãe natureza, ela que vem sofrendo tanto com ações humanas – queimadas, desmatamento, etc”.

 

Braslumbia ainda conta com outras quatro músicas, são elas: “Segura esse Bloco”, “Marinero”, “Sorriso” e “Canal de Luz” – ambas autorais e inéditas como “Gaia”. Dentro do repertório também foi incluída a faixa El Pescador, o EP, uma canção oriunda do folclore do caribe colombiano.

 

A banda convidou vários artistas para participar em cada uma das músicas do EP, todos  conhecidos na cena cultural de Campo Grande como: Dona Tânia, Beget de Lucena, Soria da banda Muchileiros, o ator e diretor Fernando Cruz, Pedro Fattori e Namaria do Vosmecê, Marta Cel, Kelly Lopes, Vinil de Moraes que já integrou o bloco “Vai quem Vem” contribuíram com o projeto. Tudo para colocar dentro do trabalho um pouco da riqueza musical do que é produzido na cidade.

 

“Gaia, por exemplo, tem a participação da Tânia, filha da Dona Madá – quem vai no Sarau de Segunda, conhece a Dona Tânia, que vem para representar essa figura feminina, materna. Tem também a participação do músico Felipe Cowboy e Rhuan, um paraguaio sanfoneiro que participou pela Capital e, ainda, do grupo Vosmecê. É uma música que mistura um forrozinho – baião – com rock”, explica o contrabaixista da banda, Ricardo José.

 

Formada no ano de 2017, a banda Projeto Kzulo é constituída por Marco Aurélio (Kalelo) e Wellington Chaves nos vocais, Lucas Rabelo na guitarra, Ricardo José Lourenço no contrabaixo, Julian Vargas na percussão e Alejandro Lasso na bateria.

 

Bastidores

 

O trabalho promete surpreender pela qualidade e referências artísticas propostas. Tudo no EP promete trazer um significado, a começar pelo nome “Braslumbia”  – junção de brasilidade com cumbia – ritmo típico da Colômbia, a fim de fazer referência aos ritmos musicais do Brasil e da Colômbia que trazem a influência africana tão presente na América Latina.

 

 

“El Pescador”, por exemplo, foi escolhida para ser a faixa bônus do EP. Uma música de direito público, que relata a história dos pescadores do Caribe Colombiano, composição do Mestre José Barros e, mundialmente, conhecido na voz de Totó la Momposina, mulher afrodescendente, colombiana. Em Braslumbia, a versão do Projeto Kzulo para a música traz um contexto fronteiriço de Mato Grosso do Sul, pensando nos países vizinhos, Paraguai e Bolívia, e na interferência de ritmos de outras regiões do Brasil que chegam, aqui, no estado através das pessoas que escolhem essa terra como lar”.

 

E para deixar o lançamento bem descontraído a banda também disponibilizou  um filtro de Instagram e Facebook do single Gaia. A ideia é que as pessoas possam interagir nas redes com a banda enquanto aproveita para dar aquele clique nas plataformas com a música.

 

Todas as informações sobre o lançamento e curiosidades de bastidores e produção desse novo projeto podem ser acompanhadas nas redes sociais do Kzulo, Instagram e Facebook (@projetokzulo).

 

“Braslumbia” foi contemplado com recurso da Lei Aldir Blanc (LAB) através do edital Morena, Cultura e Turismo, da Sectur – Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, da Prefeitura de Campo Grande, Secretaria Especial de Cultura e do Ministério do Turismo.

 

O primeiro EP da banda contou com a contribuição na direção musical do mestre baiano Luiz Carlos Santana, com a coprodução musical e mixagem de Kleber Sedlioa, e a ilustração e produção de arte e capa do EP de Sol Ztt. Além da produção de um curta (em formato de documentário) sobre os bastidores do projeto por Miguel Benavides.

 

Serviço

Lançamento do single “Gaia” do EP Braslumbia

Data: 17 de setembro (sexta-feira)

Local: Spotify e Youtube

 

 

Fonte: Aline Lira/Lucas Arruda

Na oficina artística do Sesc deste sábado, criançada aprende a usar as cores primárias

 

Neste sábado, 18, a videoaula para crianças do Sesc Cultura vai ter Oficina de pintura com as cores primárias. O vídeo será postado às 9h nas mídias sociais @sescculturams e Facebook/sescculturams.

 

Na oficina, a criançada vai aprender que o vermelho, o azul e o amarelo são cores primárias e fazem parte da nossa vida. A partir aí, o Sesc vai ensinar o passo a passo de uma linda pintura sobre tela com apenas essas 3 cores.

 

Para fazer a atividade em casa é preciso ter os seguintes materiais: 1 tela para pintura, 1 pincel largo, 1 pincel fino, 1 lápis para desenhar e potinho com água e paninho para limpeza.

 

Informações pelo telefone (67) 3311-4300 ou pelo WhatsApp (67) 3311-4417. Acompanhe as ações do Sesc Cultura @sescculturams e Facebook/sescculturams.

Som da Concha traz MPB performática de Dovalle e General R3 and the Black Family

 

O Som da Concha deste sábado, 18 de setembro de 2021, traz ao público o show “Entre vícios e boleros”, no estilo MPB, com ricas performances do artista Dovalle e sua banda, a Lambada Mecânica, e como show de encerramento, a black music, rap e soul do grupo General R3 and the Black Family, com o show #negãotábem.

 

O espetáculo “Entre vícios e boleros”, do artista Dovalle, traz composições autorais executadas ao longo da construção de sua carreira, com novas roupagens com clima eletrizante, com dores de paixões. Sua apresentação traz a lambada, o bolero, o brega, a nova MPB, brega funk, uma mistura dançante e apaixonante. Sua banda, a Lambada Mecânica, une a programação eletrônica de sintetizadores com elementos acústicos das percussões e dos metais. Os arranjos produzidos por Julio Queiroz partem da voz melancólica e romântica de Dovalle para se encontrarem com os timbres festivos do instrumental, unindo o clima dos bailes com festivais de música alternativa.

 

Dovalle, em suas composições, escreve sobre a tradução do suor das ideias, a música das horas mais barulhentas, tocada com o silêncio dos dias. Compõe o mundo real, o que tem de humano no humano, o que há de desprezível e sublime, a matéria da prova da saudade. O artista busca levar a arte como prática diária de vida, expressão, acima de tudo, a miúda essência através do espetáculo. Conectar pessoas a mundos, conectar mundos a pessoas.

 

Nascido em Tangará da Serra (MT), criado em Ribas do Rio Pardo (MS), o artista sempre enxergou nas suas raízes fonte de inspiração para fazer arte e contar suas histórias e as que observava nos diversos lugares em que transitava. Ainda adolescente, aprendeu violão com João Caroço, seu tio, boêmio interiorano. Mais tarde, depois de se conectar com a música e gêneros musicais variados, um longo hiato, uma passagem na música experimental, volta aos poucos trazendo as raízes de suas influências, bebendo dos ritmos brasileiros, do brega à lambada, os choros e sambas e os ensinamentos de Mestre Pequeno na Capoeira Angola.

 

Foto: Tui Boaventura

 

Dovalle aprendeu a escutar. Filho de um caminhoneiro e uma costureira, aprendeu sobre o amor através da saudade e do som dos pedais de costura de uma Singer. Constrói suas sonoridades acompanhado de amor, romance, vícios e dores contemporâneas, com temperos de interior, aqueles contidos nas obras cinematográficas de Marcelo Gomes.

 

General R3 and the Blak Family fecha as apresentações do dia com a pegada da black music, rap e soul em seu show #Negãotábem. A banda vem com uma proposta de um show cem por cento autoral, com músicas que apresentam uma variedade de ritmos dentro do Rap, se assim podemos denominar, pois as músicas são “recheadas” de harmonia e com ritmos que vão da soul music, permeando pela MPB e chega ao berço do samba. Tudo isso somado a voz de “trovão” do General com rimas que nos fazem sentir o amor, falar sobre o cotidiano e sobre preconceito, como a música #onegãotábem

 

A banda conta ainda com a doçura da Vivi Calazans que abrilhanta o refrão das músicas. Será um show que vai ficar na história da música sul-mato-grossense, pela diversidade de ritmos, pela qualidade das letras, pelo primor dos músicos que não são “repetidores” de som e sim tocam com alma, pois a música (a mensagem) contribui para isso. #Negãotábem fala sobre a vitória do negro, e sempre afirma: O negão tá bem…com uma letra sucinta e ritmo empolgante nos leva a refletir inclusive sobre os navios negreiros.

 

“Dizer que estou, não é dizer que estou rico é dizer que eu estou rindo na casa do desafio.” Um dos primeiros versos da música #Negãotábem. Sim fala do preconceito, mas de uma maneira leve, reflexiva como é a proposta desse show, fala-se muito de amor. E o amor em suas diversas formas como no exemplo da música: Amor infinito que fala sobre o amor de mãe. Na música Tudo bem nota-se um amor adolescente, pueril; na canção: Me faz sorrir pode-se observar uma paixão mais carnal, com envolvimento de corpos.

 

A banda General R3 and the Black Family traz no vocal Rodrigo Castejon, o General R3, e Vivian Calazans; na guitrra, Davi Galvão de Souza; no baio, Ricardo Agra; no teclado, Pedro Silva Fernandes; na bateria, Vicente Vieira Neto.

 

Som da Concha

 

O projeto criado em 2008 pela Fundação de Cultura proporciona shows aos finais de semana com entrada franca na Concha Acústica Helena Meirelles, que fica no Parque das Nações Indígenas. O projeto valoriza e difunde a produção musical sul-mato-grossense, selecionando músicos instrumentistas ou cantores solos, bandas ou grupos musicais residentes em Mato Grosso do Sul.

 

Devido à pandemia do Covid-19, a edição 2021 do projeto acontece de forma híbrida, com transmissão ao vivo pelo www.youtube.com/fundacaodeculturamsoficial e pelo Facebook da Fundação de Cultura de MS, e com público presencial com entrada liberada para 238 pessoas, marcados na arquibancada, por ordem de chegada.

Concertista Celina Charlier visitará alunos do Sesc Lageado e apresentará recital de flauta

 

No dia 16 de setembro a flautista Celina Charlier estará em Campo Grande, às 9h e conhecerá o trabalho na área de música realizado com os alunos do Sesc Lageado e às 19h30 realizará um Concerto de Flauta no Sesc Cultura.

 

Ministrará, ainda, o Workshop Master Class de Flauta, para flautistas, porém aberto a músicos de outros instrumentos que queiram assistir como ouvintes. Será uma hora antes da apresentação, com vagas limitadas.

 

Celina Charlier, que vive há 20 anos em Nova Iorque, ficará no Estado até o dia 21 com programação intensa em Corumbá.

 

Concerto –  Em 3 momentos musicais, a flautista apresenta música barroca, chorinho, e música erudita do século XX. Em formato de recital comentado, Celina toca várias flautas da família das flautas doces (contralto) e das flautas transversais (piccolo, flauta em do, flauta em sol) destacando as possibilidades sonoras de cada instrumento. Repertório: J.S.Bach, Claude Debussy, Steve Reich, Zequinha de Abreu, Pixinguinha.

 

Sobre Celina Charlier –  A flautista e maestrina paulistana Celina Charlier tem intensa carreira como concertista internacional, apresentando-se no Brasil, Argentina, México, Uruguai, Itália, Malta, França, Suíça, Estados Unidos, Sri Lanka e Emirados Árabes. Bacharel em Flauta pela UNESP, Mestre em Flauta e PhD em Flauta pela New York University, Celina lecionou durante 18 anos na New York University em Nova York, e criou e dirigiu por 5 anos o programa da primeira universidade global, a New York University Abu Dhabi, com alunos de mais de 100 países.

 

O Sesc Cultura está localizado na Avenida Afonso Pena 2270 – Centro, Campo Grande – MS. Informações sobre as atrações do Sesc, pelo telefone (67) 3311-4300 ou pelo WhatsApp pelo número (67) 99838-1371. Acompanhe as ações do Sesc Cultura @sescculturams e Facebook/sescculturams.

Última semana de inscrições para o concurso de curta-metragem Cine Aves MS – 2021

 

Passarinheiros de plantão, amadores ou profissionais, com uma câmera ou celular na mão terão oportunidade de mostrar seu talento e a paixão pela observação de aves. Esta é a última semana de inscrições para o concurso de vídeos curtas-metragens “Cine Aves MS – Edição 2021”.

 

A premiação é uma iniciativa do Museu da Imagem e do Som (MIS-MS), unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) com o Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo (IMPAE), Editora Ecodidática e Secretaria de Estado de Cidadania e Cultura de Mato Grosso do Sul (SECIC).

 

O concurso tem por finalidade promover a produção audiovisual independente sobre o tema: “Aves do Mato Grosso do Sul em Imagens e Sons” e incentivar a observação e conservação de aves por meio do Cinema. Os três primeiros colocados receberão um Kit de Observação de Aves e brindes birding especiais. Devido ao momento da pandemia da COVID-19, o evento de premiação poderá ocorrer na modalidade online, com previsão de realização para o Dia da Ave, comemorado em 5 de outubro de 2021.

 

Qualquer pessoa que resida no Mato Grosso do Sul pode participar inscrevendo apenas um vídeo-curta, seja ela amadora ou profissional, em qualquer idade. O vídeo inscrito deve ser uma obra inédita, não podendo ter sido inscrita nas edições anteriores do Cine Aves e não deve estar disponível em qualquer meio de comunicação ou redes sociais.

 

A duração máxima do curta é cinco minutos e o vídeo poderá ser produzido nos formatos MP4, MOV, AVI, entre outros e ser enviado por meio de qualquer plataforma de transferência de arquivo (Google Drive, Dropbox, OneDrive e outras).

 

As inscrições permanecerão abertas até o dia 17/9/2021, às 19h00.  Para fazer a inscrição é só acessar o link:  https://cineavescg.wixsite.com/cineaves. Mais informações podem ser obtidas no telefone 67 9961-5708.

 

Foto: Simone Mamede

FCMS publica edital emergencial “Prêmio MS Cultura Presente III – Lei Aldir Blanc”

 

A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS)  publicou no diário oficial desta quarta-feira (8/9), o edital emergencial “Prêmio MS Cultura Presente III – Lei Aldir Blanc” para selecionar propostas artístico-culturais de artistas e demais profissionais da cultura nas áreas de Artes Cênicas (circo, teatro e dança), Música, Artes Visuais, Audiovisual, Cultura de Rua, Artesanato, Moda e Design, Literatura, Patrimônio Cultural e Área Técnica ou Produção Cultural. O edital irá premiar propostas que contenham produtos culturais aptos a manter a Cultura de Mato Grosso do Sul viva e em circulação, sejam os produzidos antes ou durante o estado de calamidade pública em decorrência da pandemia da Covid-19

 

Serão selecionados até 350 produtos culturais, de artistas e demais profissionais da cultura residentes e domiciliados no território de Mato Grosso do Sul, sejam pessoas físicas ou microempreendedores individuais com atividade empresarial artística-cultural, organizados em grupos ou individualmente (artistas solo), com a finalidade de valorizar a produção artístico e cultural do Mato Grosso do Sul.

 

“Todo incentivo e ajuda aos trabalhadores da cultura nesse momento de crise é muito bem-vindo. Serão mais 350 produtos culturais selecionados para atender o segmento, através da Lei Aldir Blanc. Importante ressaltar que a gestão desses editais através da nossa Fundação de Cultura é referência nacional, otimizando os recursos e agregando a participação do setor de forma ampla”, afirmou o secretário estadual de Cidadania e Cultura, João César Mattogrosso.

 

A documentação a ser encaminhada deverá ser toda apresentada ou como pessoa física (CPF) ou como microempreendedor individual (CNPJ), não será aceita parte da documentação como pessoa física e parte da documentação como microempreendedor individual, sob pena de desclassificação imediata pela respectiva Comissão Especial de Seleção.

 

A FCMS divulgará a lista de todos os classificados aptos a serem premiados dentro do número de vagas de suas respectivas categorias de inscrição, em ordem classificatória. O produto cultural selecionado dentro do número de vagas receberá um prêmio total no valor de R$ 6.000,00.

 

As inscrições estarão abertas de 8 a 22 de setembro de 2021.

Confira o edital aqui.