Em Campo Grande, Centro Cultural recebe o show gratuito do trio Hermanos Irmãos

HermanoZeroUmInforma/ArteECultura – O trio Hermanos Irmãos com o apoio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) realiza a primeira apresentação deste ano com o show gratuito “Por América”, às 20h30, no palco do Teatro Aracy Balabanian do Centro Cultural José Octávio Guizzo (CCJOG), na próxima quinta-feira (24 de março). O espetáculo tem classificação livre e duração aproximada de 80 minutos.

O trio formado pelos cantores e compositores Jerry Espíndola, Márcio De Camillo e Rodrigo Teixeira, traz no repertório do show as canções do álbum “Por América”, gravado em Assunção (Paraguai) e produzido pela Kamikaze Records, último trabalho do trio, e ainda sucessos do primeiro CD ao vivo e canções inéditas, totalizando 15 músicas.

O trio Hermanos Irmãos vem do Centro-Oeste do Brasil, e lá se vão vinte e seis anos de parceria e seis anos de grupo. Sediados em Campo Grande (MS), os músicos utilizam no trabalho do Hermanos Irmãos a linguagem do universo folk aliado aos ritmos fronteiriços da polca paraguaia e a guarânia. O resultado é um som híbrido, com influências da música pop, do rock, blues, MPB e jazz, sem esquecer dos arranjos vocais, uma das características do Hermanos Irmãos.

O grupo utiliza principalmente instrumentos de cordas, seus arranjos. Violões de nylon e aço, violão de 12 e contrabaixo, além de gaita de boca. O destaque fica para a viola caipira de 10 cordas, tocada por Márcio de Camillo. O instrumento geralmente utilizado na música sertaneja é adaptado por Camillo à música folk e fronteiriça, criando possibilidades para a viola, produzindo uma nova sonoridade e inovando o instrumento com o uso de slide, por exemplo, adereço típico do Blues.

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Com um repertório que alia um rico trabalho autoral a canções de compositores que influenciam o trio (Jorge Drexler, Renato Teixeira, Almir Sater, Paulo Simões, Geraldo Espíndola e Geraldo Roca), o Hermanos Irmãos se destaca na produção de uma moderna música sul-mato-grossense, influenciada diretamente pela música ternária do vizinho Paraguai e em sintonia com o sul do continente, onde Rio Grande Sul, Uruguai e Argentina já formam uma “nação musical”.

Enquanto mais abaixo da América do Sul os gaúchos brasileiros, uruguaios e argentinos criam uma música dentro de uma “estética do frio”, como denominou o compositor Vítor Ramil, mais acima do ensolarado rio Paraguai os artistas sul-mato-grossenses fazem a“música do Litoral Central”, como batizou o compositor Geraldo Roca.

Desde os anos 80, Jerry Espíndola e Rodrigo Teixeira desenvolvem a polca-rock, estilo em que os ritmos fronteiriços – guarânia, polca paraguaia e chamamé são misturados a linguagem roqueira. O resultado é uma fusão em ritmo ¾ que caracteriza e diferencia a música do “Matão do Sul” do restante do Brasil litorâneo e que a aproxima de toda a América do Sul que “habla” em espanhol. Atualmente, o Hermanos Irmãos protagoniza um dos principais intercâmbios do Brasil com músicos de outros países da América do Sul.

Após lançar o primeiro disco “Hermanos Irmãos Ao Vivo”, em 2011, o trio teve o segundo álbum “Por América” lançado em 2014 pela Kamikaze Records, gravadora do Paraguai sob o comando de Willy Suchar, argentino que mora em Assunção desde 1989 e é um dos principais produtores da capital paraguaia, além de pianista e arranjador com mais de 100 discos no currículo de artistas de vários países da América do Sul.

O Hermanos Irmãos fez dezenas de shows desde a sua criação em 2010. Já realizou três circuitos universitários em campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) no interior de MS contando como convidados importantes artistas sul-mato-grossenses, como Tetê Espíndola, Dino Rocha, Paulo Simões, Geraldo Espíndola, Beth & Betinha, Lenilde Ramos, Guga Borba, Marcelo Loureiro e a cantora Delinha.

Os ingressos devem ser retirados a partir de uma hora de antecedência do inicio do show na bilheteria do teatro. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 3341-6432/9984-7914 ou no Centro Cultural José Octávio Guizzo que fica localizado na rua 26 de Agosto,453, entre a avenida Calógeras e a rua 14 de Julho.

Fonte: Fundação de Cultura do MS

TV Brasil